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TRAGÉDIAS ANUNCIADAS: Temporal para São Paulo e região Metropolitana

TRAGÉDIAS ANUNCIADAS: Temporal para São Paulo e região Metropolitana Featured

Depois de Belo Horizonte, hoje, foi a vez de São Paulo que amanheceu submersa. Choveu mais que o previsto e, infelizmente, em 2021, essas tragédias se repetirão.

Por Renato Ferreira -

Um fortíssimo temporal atinge São Paulo desde domingo, 09/01 e, nesta segunda-feira, a maior cidade da América Latina e toda a região Metropolitana amanheceram submersas. Está tudo parado. Os meios de transporte coletivo, como Trem e Metrô, foram afetados. E a ordem da Defesa Civil é para que ninguém saia de casa ou enfrente as centenas de pontos de alagamento.

As duas principais vias púplicas que cortam São Paulo, as Marginais Tietê e Pinheiros, têm vários trechos intransitáveis. Todas as regiões foram afetadas, mas, a região Oeste é uma das mais atingidas, principalmente, os bairros Butantã, Lapa, Leopoldina, onde fica a Ceagesp, e cidades da região, como Osasco, Carapicuíba e Barueri.

Tragédias anunciadas

Enchentes em Osasco

Repetimos aqui, o que mencionamos na matéria publicada no dia 1º de fevereiro - https://bit.ly/2OkMCGV - quando abordamos a destruição de Belo Horizonte. Uma cidade que nos anos 1970, festejou a canalização e tamponamento de seus córregos e rios e que, agora, paga caro, pois, a água não respeita nada que o homem construiu para impedir a sua passagem livre.

Não podemos jogar tudo nas costas da natureza e alegar que mais uma vez "choveu mais do que o previsto". Isso é desculpa de administradores irresponsáveis, pois, todos os anos as enchentes causam destruição e mortes. Os governantes, pagos pelo povo para administrar, pensam apenas nas próximas eleições, jamais, nas próximas gerações.

Durante todo o ano, na estiagem, não vemos nenhum tipo de obras de verdade e de prevenção contra as enchentes, que todos sabem que acontecem no verão.

As habitações continuam surgindo nas encostas e nas margens, como os rios e córregos continuam recebendo todo tipo de lixo, entulhos e esgoto. E depois os gestores se dizem "surpreendidos" pelos temporais fora do previsto. Isso é incompetência, além de burrice. E quem sofre mais é sempre os mais pobres.

Onde ficam a previsão e o planejamento de quem governa? E por falar em previsão, a do tempo não é boa para São Paulo. Nos próximos 10 dias, segundo os metereologistas, a região baterá recorde histórico de chuva, ou seja, o temporal vai continuar e aumentar ainda mais. (Renato Ferreira é Jornalista e editor do Portal Notícias & Opinião)

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  • EXPOSIÇÃO: São Paulo recebe mostra sobre o Egito Antigo no CCBB
    Exposição reúne peças originais entre esculturas, pinturas e uma múmia.
     
    (Agência Brasil) - A vida, a religiosidade e o pós-morte na civilização que se concentrou ao longo do curso inferior do Rio Nilo, de 4000 antes de Cristo (a.C.) a 30 a.C., compõem a exposição Egito Antigo: do cotidiano à eternidade, no Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo (CCBB-SP). A mostra, que será aberta nesta quarta, 19/02, e fica em cartaz até 11 de maio, com entrada gratuita, reúne 140 peças que têm em comum a relevância para o entendimento dessa cultura, que manteve parcialmente os mesmos modelos religiosos, políticos, artísticos e literários por três milênios.
    Sucesso de público em sua passagem pelo Rio de Janeiro, a exposição foi vista por quase 1,5 milhão de pessoas.
    O curador da mostra, historiador Pieter Tjabbes, junto com Paolo Marini, ao apresentar a exposição, ainda em montagem, disse que os museus têm resistência em emprestar as peças, ainda mais por um ano. “Mas o Brasil nos últimos anos ganhou prestígio na rota das grandes exposições”, disse Pieter.
    A mostra é a primeira exposição organizada pelo do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio), da Itália.
    “O principal objetivo é possibilitar a um público grande e diverso, um entendimento qualificado sobre a cultura egípcia”, explicou Tjabbes. “Organizamos as obras em diversos recortes, diferentes instâncias, ultrapassando limites temporais e regionais”, acrescentou.
    Uma réplica da tumba de Nefertari e uma pirâmide cenográfica fazem parte da exposição. Aproximadamente 75% dos itens de Egito Antigo: do cotidiano à eternidade vêm das vitrines do percurso da exposição do Museo Egizio, outros 15% vêm das reservas técnicas. “Vale ressaltar que o Museo Egizio de Turim possui a coleção mais importante de Antiguidades egípcias fora do Egito. Cerca de 70% da coleção provém das missões de escavação realizadas por Ernesto Schiaparelli e Giulio Farina durante o século XX”, explicou o curador Paolo Marini.
    Aspectos da historiografia geral do Egito Antigo serão apresentados de forma didática e interativa, por meio de esculturas, pinturas, amuletos, objetos cotidianos, um Livro dos Mortos em papiro, objetos litúrgicos e óstracons (fragmento de cerâmica ou pedra usados para escrever mensagens oficiais), além de sarcófagos, múmias de animais e uma múmia humana da 25ª dinastia.
    Segundo Tjabbes, o alto nível de qualidade das obras à expografia envolvente e ao empenho de toda a equipe do CCBB e de produção da Art Unlimited explicam o sucesso. “Nos alegra muito perceber a participação de visitantes de diferentes níveis socioculturais, sendo que muitas dessas pessoas se mobilizaram pela possibilidade de aproximação com as raízes africanas presentes na cultura do Egito Antigo”, disse.
    Egito Antigo
    Por volta de 4000 a.C., os povos do Egito viviam em pequenas unidades políticas, os nomos, e eram governados por nomarcas, que se reuniram em dois reinos, o Baixo Egito, ao norte, e o Alto Egito, ao sul. Reconhecido como berço de umas das primeiras grandes civilizações da Antiguidade, o Egito Antigo se formou a partir da unificação do Alto Egito e Baixo Egito, no reinado de Menés (Narmer, em grego), o primeiro faraó, entre 3100 a.C. e 3000 a.C. – e se desenvolveu até 30 a.C., após a derrota de Cleópatra pelo Império Romano, na Batalha de Alexandria.
    Foram quase 3 mil anos de relativa estabilidade política, prosperidade econômica e florescimento artístico, alternados por períodos de crises. O legado dessa civilização desperta fascínio até hoje e teve grande influência na moda, no design, na arquitetura e em cultos europeus, como a maçonaria e a Rosa Cruz, sendo que, a partir do século 19, virou mania na Europa (egiptomania).
    Muitas das peças de Egito Antigo: do cotidiano à eternidade são resultantes de escavações do século 19 e início do século 20, e todas são oriundas do Museu Egípcio de Turim (Museo Egizio), da Itália. Fundado em 1824 por Carlo Felice di Savoia, rei da Sardenha, o museu italiano reúne a segunda maior coleção egiptológica do mundo (depois do Museu do Cairo), com cerca de 40 mil artefatos do Egito Antigo. Seu acervo é resultado da junção das peças da Casa Savoia (adquiridas desde o século 17) às da coleção que o monarca comprara das escavações de Bernardino Drovetti, cônsul da França no Egito (1820-1829) – e outra parte do acervo foi descoberta pela Missão Arqueológica Italiana (1900-1935), quando ainda era possível a divisão dos achados arqueológicos.
    A exibição é dividida nas seções vida cotidiana, religião e eternidade, que ilustram o laborioso cotidiano das pessoas do Vale do Nilo, revelam características do politeísmo egípcio e abordam suas práticas funerárias. Cada seção apresenta um tipo particular de artefato arqueológico, contextualizado por meio de coloração e iluminação projetadas para provocar efeitos perceptuais, simbólicos e evocativos. As cores escolhidas são o amarelo para a seção da vida cotidiana; verde para a religião, e azul para as tradições funerárias – associadas a três intensidades da iluminação (brilhante, suave e baixa).
    Os visitantes poderão conferir o acervo inédito ao longo dos seis andares do CCBB de São Paulo.
    Neste ano, a exposição ainda será exibida nos CCBB de Brasília e Belo Horizonte. (Agência Brasil)
    SERVIÇO
    Egito Antigo: do cotidiano à eternidade
    De 19/02/2020 a 11/05/2020
    Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo
    Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP
    Aberto todos os dias, das 9h às 21h, exceto às terças
    Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô
    Informações: (11) 4298-1270
  • ENCHENTES: Pois é, São Pedro! O senhor está mandando muita chuva pra Terra!

    Todo ano chove mais que o combinado com prefeitos e vereadores. Assim não dá!

     

    Apesar dos puxa-sacos desse ou daquele prefeito, desse ou daquele vereador, nós, de Notícias & Opinião, continuamos afirmando que os maiores culpados pelas consequências nefastas das enchentes são os políticos eleitos e pagos para administrarem as cidades com planejamento e responsabilidade.

    Passam o ano todo fazendo festa, viajando e gastando os impostos de forma errada, sabendo que tem gente morando em locais de sérios riscos no município. Depois das enchentes e das tragédias, culpam São Pedro pelas enchentes. Pois, alegar que choveu mais que o previsto, é ou não é culpar São Pedro? E ainda fazem questão de mostrar suas ações de solidariedade com os pobres que perdem tudo e ficam desabrigados.

    Se esses políticos passassem o ano todo pensando e fazendo obras de infraestrutura contra as enchentes, simples serviços como limpeza de rios e piscinões, além de proibirem construções irregulares em áreas de riscos, com certeza, as consequências das enchentes seriam menores e sem tantos prejuízos materiais e humanos. Atualmente, segundo o IBGE, existem mais de 9 milhões de brasileiros morando em áreas de risco no país.

    E não adianta também só culpar o povo, por jogar lixo nas ruas ou em córregos. Isso deveria, sim, ser fiscalizado e com punição, mas, dependendo do lugar que o pobre morador reside, nem coleta de lixo tem, pois, nem carroça consegue transitar nessas favelas. São castas de uma sociedade injusta, que sobrevivem correndo risco de vida as 24h do dia, vivendo em condições subumanas.. (Renato Ferreira)

  • ENCHENTES: Senhores governantes não culpem a natureza pela irresponsabilidade de vocês!
    Gestores públicos deveriam ser responsabilizados criminalmente por permitir habitações irregulares em morros ou em margens de rios, canalizar ou cobrir córregos de forma inadequada e por não fazer obras de infra-estrutura em áreas urbanas para atender o crescimento populacional. A enchentes são causadas por ações ou omissões humanas.
     
     
    Por Renato Ferreira -
    Gente, infelizmente, estamos acompanhado mais uma vez no Brasil, as consequências drásticas das enchentes causadas pelas chuvas, principalmente, na região Sudeste. E, se antes, essas tragédias aconteciam somente nos grandes centros urbanos, hoje, elas ocorrem também em pequenas cidades e vilarejos no interior do Brasil.
    E todos os anos essas tragédias anunciadas, que poderiam ser evitadas, acontecem. E as desculpas dos governantes e gestores públicos, muito bem remunerados pelo povo para administrar, são as mesmas: "Choveu muito mais do que era previsto". Como se isso fosse alívio para o coração de quem perdeu ente queridos nas enchentes, além dos prejuízos materiais
    Estamos ainda longe do final das águas de março e só em Minas Gerais, as enchentes deste ano já mataram mais de 50 pessoas. Pessoas humildes que, com certeza, poderiam ainda estar entre nós, caso as autoridades de ontem e de hoje fossem mais responsáveis e tivessem administrado com mais seriedade e respeito aos seres humanos. Tudo isso acontece pura falta de planejamento, que deveriam ser entendido como crime de responsabilidade.
    Água exige passagem livre
    Não sou engenheiro e nem especialista em política urbana/ambiental, mas, ao longo da minha aprendi que na natureza a água exige passagem livre. Morei na roça até aos 10 anos de idade e nesse tempo, lá pelo final dos anos 1950 e metade de 1960, essas tragédias não aconteciam com tata frequência em cidades grades e, muito menos, nos pequenos municípios, como ocorrem hoje.
    Muitos podem alegar que isso se deve ao aumento da população. Mas, é justamente aí, que entra a falta de planejamento e culpa pelas consequências das enchentes daqueles que se propõem e se apresentam para governar. E apesar das enchentes atingirem todo o Brasil e outros países também, focarei em duas localidades para justificar o enfoque desse artigo, ou seja, a culpa dos governantes pelas tragédias das enchentes: Minas Gerais e Osasco, cidade da região Oeste da Grande São Paulo.
    Minas Gerais
    Enchentes em Guidoval
    Sobre Minas Gerais, onde morei até 1970, citarei alguns municípios da Zona da Mata, onde vivi até aos 10 anos na zona rural, como as cidades de Guiricema, Guidoval e Cataguases, que há muitos anos vêm sofrendo com as enchente. Fato que se repete com as fortes chuvas atuais.
    Até 1964, por exemplo, morei e estudei em escolas dessas cidades, e não me lembro de ter vivenciado cenas dramáticas como as que vemos hoje, com rios transbordando e águas cobrindo carros e casas. De vez em quando, ficávamos assustados com alguma tromba d´água, mas, que não causavam devastação tão grande.
    E por que hoje essas cidades, muitas até com populações menores, sofrem com as enchentes? Com certeza, esses fenômenos deveriam ser objeto diário de estudo e o ano todo pelos administradores públicos. Certamente, se isso ocorressem, eles e o povo humilde não seriam surpreendidos pelas enchentes.
    Lá na roça a gente morava perto de pequenos e grandes rios com as suas grandes e belas margens verdes. Mas, como a gente aprende desde cedo na escola, a vida desses rios depende da mata ciliar que os acompanham em toda sua extensão.E imaginamos que os prefeitos e seus auxiliares também estudaram. Será que hoje, como antigamente, esses rios correm livres e soltos? Com certeza, não.
    Justamente, porque hoje com os desmatamento, as nascentes diminuíram, muitas sumiram, os rios estão assoreados e quando chegam próximos às cidades ainda recebem em seus leitos todo o tipo de lixo e esgoto não tratado. E um grande vilão desse dilema, senão o maior, chama-se exploração imobiliária. Cooptados por isso, os administradores cedem aos encantos da corrupção e permitem o crescimento desordenado das cidades, que por sua vez, causa as enchentes. Por isso, a culpa das enchentes não é da natureza.
    Ela apenas cobra caro pelo desrespeito que cometemos contra suas florestas e rios. E o meu querido estado de Minas, com todos sabem, é formado por montanhas e rios. E como no caso das barragens - outro crime dos governantes - se não respeitamos essas montanhas, matas e rios de Minas, temos que pagar o alto preço cobrado pela natureza. A natureza cobra
    E Belo Horizonte é o maior exemplo dessa falta de planejamento ou visão administrativa. Apesar de ser uma das primeiras cidades planejadas do país, muitas obras urbanas foram feitas de forma errada ou em planejamento para longo tempo.
    Há poucos dias, a TV Globo mostrou que nos anos 1970, os administradores de BH fizeram festa com a canalização e cobertura do Ribeirão Arrudas que corta a cidade. Mas, esses administradores não "secaram" o Arrudas. Eles apenas o cobriram para a construção de belas avenidas.
    Só que as águas continuaram chegando ao Arrudas e, quando não encontram mais espaço por baixo do asfalto, elas, simplesmente, destroem tudo que encontram pela frente. Talvez, o custo seria menor se tivessem deixado o Arrudas correndo a céu aberto e com suas margens respeitadas. Hoje, com certeza, ele não provocaria tantos estragos e mortes.
    E, como o Arruda, poderíamos citar o rio Tietê, em São Paulo, e todos os rios que cortam as cidades brasileiros. Rios que tiveram suas margens encolhidas ou foram transformados em canais subterrâneos. Uma hora esses cursos d´água requerem suas margens de volta.
    Osasco
     
    Osasco é outra cidade brasileira que sempre sofreu com as enchentes. E o seu bairro que mais sofre com a fúria das águas é o Rochdalle, na zona Norte. Uma das principais causas dessas enchentes, além das moradias irregulares, é o famoso Braço Morto do Tietê, criado pelo homem.
    Enchentes periferia Osasco
    Até meados do século passado, o Rio Tietê tinha um curso normal e sinuoso no município de Osasco. Um governador a época resolveu mudar esse curso deixando o rio numa linha reta na altura do Bairro do Rochdalle, criando assim o conhecido Braço Morto, que continuou recebendo águas de afluentes.
    Só que mudança no curso do Tietê, contrariando a natureza, criou um problema sério. O Braço Morto ficou mais baixo do que leito reto do Rio e, com o aumento da população em suas margens, o Braço Morto acabou se transformando num autêntico braço de enchentes ao longo das décadas.
    Atualmente, após várias obras do Governo do Estado em parceria com a Prefeitura, as enchentes diminuíram um pouco, mas, ainda acontecem, como neste sábado, 01, causando ainda inundações e transtorno aos moradores da região.
    Enchentes Largo de Osasco
     
    E, se hoje, as enchentes diminuíram no Rochdalle, elas ocorrem em outros bairros e até mesmo na região central da cidade. Como em Belo Horizonte, as enchentes em Osasco ocorrem também devido às canalizações de córregos e falta de obras de infra-estrutura. São córregos canalizados que encontram um Tietê assoreado e acabam voltando com suas águas canalizadas para regão central.
    Osasco é uma das cidades com maior densidade população do Brasil. Com apenas 64 quilômetros quadrados de extensão, o município possui em torno de 800 mil habitantes. E esse crescimento ocorreu nas últimas décadas com a verticalização da cidade que não tem mais área rural. Na tarde deste sábado, se eu demorasse um pouco mais na região de Quitaúna, certamente, iria encontrar sérias dificuldades para voltar para a Vila São Francisco, devido às inundação naquele bairro e em outra regiões da cidade.
    E sobre esse problema da exploração imobiliária e canalização de rios, lembro de um episódio dos anos 1990, quando eu acompanhava o, então, prefeito Silas Bortolosso, numa visita a um córrego no Jardim Roberto, zona Sul, onde a Prefeitura tinha um projeto de canalização.
    Num determinado momento, o prefeito lembrou dos tempos de sua infância na região. Diante do córrego sujo, sem margem e cercado por habitações precárias, ele disse: "Naquele tempo, a gente brincava, nadava e pescava nesse rio". Então, vejam que não foi por culpa do Bortolosso que aquele córrego chegou a essa situação, mas, com certeza, se administradores do passado tivessem planejado melhor e conservado o rio limpo e sem habitações irregulares em suas margens, certamente, ele não precisaria ter sido canalizado.
    Hoje, as leis proíbem esse tipo de obra, mas, se os gestores públicos continuarem permitindo invasões de encostas e vales, crescimento desordenado e com todo tipo de sujeiras e esgotos sendo despejados em nossos rios, as enchentes vão continuar destruindo e matando pessoas inocentes. Os piscinões resolvem um pouco, mas, eles também precisam ser limpos e conservados.
    E depois das tragédias, senhores governantes, não adianta culpar a natureza ou o maior volume de chuvas no verão. A culpa é dos senhores que são pagos para governar, planejar e administrar as cidades. Até mesmo no caso de móveis ou entulhos jogados por moradores nas ruas ou córregos, os gestores púlicos têm culpa, porque cabe eles educar, fiscalizar e punir os maus munícipes. (Renato Ferreira é jornalista e editor do Portal Notícias & Opinião)

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