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Prefeitura de Osasco realiza megaobra contra  enchentes no Braço Morto do Tietê

Prefeitura de Osasco realiza megaobra contra enchentes no Braço Morto do Tietê Featured

No total, 250 famílias serão removidas para que a Prefeitura realize

a limpeza, rebaixamento da calha e alargamento do leito do Braço Morto

No início deste mês, a Prefeitura de Osasco dá continuidade à megaobra contra enchentes na região do Braço Morto do Rio Tietê, entre os bairros do Rochdale e Jardim Aliança, na zona Norte, iniciadas no final do mês de novembro.

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Para a megaobra, a Prefeitura mobilizou as secretarias de Obras, Habitação, Meio Ambiente e Assistência Social. As ações consistem na retirada de barracos construídos sobre o rio, remoção das famílias e cadastramento em programas habitacionais, limpeza, rebaixamento da calha e alargamento do  leito do Braço Morto.

Na terça-feira, 5/12, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, esteve no local para verificar os serviços que estão sendo executados ao longo do Braço Morto, entre o Piscinão do Rochdale e a Avenida Passaredo, no Jardim Aliança.

Ao longo de sua caminhada na margem direita do rio, sentido Rochdale/Aliança, liberada também ao trânsito de veículos, Rogério Lins conversou com dezenas de moradores e comerciantes que se mostraram confiantes no trabalho da Prefeitura contra as enchentes e alagamentos.

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“Iniciamos aqui essas obras que não são apenas paliativas e nem somente de manutenção. São ações que vão na raiz do problema, desobstruindo tubulações que há décadas estavam entupidas, acabando com os problemas das enchentes nessa região. Agora, as máquinas da Prefeitura já estão trabalhando e executando serviços de limpeza, rebaixamento da calha em dois metros e também vão alargar o leito,  dando maior fluidez às águas do Braço Morto do Tietê”, disse Lins.

Ações

 

Até o momento já foram removidas 150 famílias e outras 80 serão removidas nos próximos dias. Em sua maioria, essas famílias são encaminhadas para o programa Bolsa Aluguel até ficarem prontas as unidades habitacionais, conforme o cadastro delas na Prefeitura. Nesses primeiros dias de obras, já foram retiradas mais 80 toneladas de lama e entulho do Braço Morto.

Após a remoção dos moradores, funcionários da Prefeitura iniciam a retirada dos barracos construídos com palafitas sobre o leito do Braço Morto. De acordo com secretário da Habitação, Angelo Melli, ao longo dos anos, uma série de entulhos foi se acumulando nessas palafitas, criando barragens e impedindo o escoamento natural. Somadas ao assoreamento do rio, essas barragens não permitiam a passagem da água, aumentando ainda mais os riscos de enchentes na região.

As moradias sobre o rio não permitiam também o acesso de máquinas pesadas da Prefeitura para obras de limpeza e desassoreamento e, a cada ano, aumentava a sujeira e o assoreamento no leito do Braço Morto. Agora, com o rio livre dos barracos, a Prefeitura iniciou as obras que serão um grande passo para acabar com as enchentes nesses dois bairros da zona Norte.

Participaram também da visita, os secretários Cláudio Monteiro (Obras); Angelo Melli (Habitação), Élio Salvini (Meio Ambiente), além de engenheiros e técnicos da Prefeitura e os vereadores Ricardo Silva, Pelé da Cândida, Batista da Comunidade e Lúcia da Saúde. (Fotos: Ivan Cruz/Secom)

 

Opinião - Renato Ferreira

O mundo inteiro sabe que nessa região da zona Norte de Osasco sempre houve enchentes e alagamentos, justamente, pela existência do Braço Morto do Tietê e a topografia da área, como todos sabem também que as últimas administrações sempre permitiram a construção de habitações precárias em suas margens, provocando sujeiras e impedindo a entrada de máquinas pesadas para limpeza e desassoreamento do rio.

Então, surge uma pergunta inevitável: Porque as últimas administrações municipais de Osasco não se preocuparam em retirar esses barracos de palafitas do Braço Morto, primeiro, para dar uma vida mais digna a essas famílias e, ao mesmo tempo, promover as condições necessárias para se fazer o desassoreamento e o rebaixamento da calha do rio?

Será que alguém ligado a essas administrações, ou pessoas ligadas aos partidos dos respectivos prefeitos sabem responder a essa pergunta?

 

 

 

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