Sexta, 19 Outubro 2018 | Login
No quesido rejeição, Bolsonaro tem 41%, contra 54% de Haddad
 
 
Conforme pesquisa Datafolha de intenção de voto para a presidência da República divulgada nesta quinta-feira, 18/10, o candidato Jair Bolsonaro (PSL) segue liderando a disputa do segundo turno com 59% dos votos válidos. O concorrente, Fernando Haddad (PT), tem 41%.
Datafolha votos
Com relação aos votos totais, a pesquisa apresenta Bolsonaro com 50%, Haddad com 35%, brancos e nulos com 10%, e não sabem (ou não responderam) com 5%.
O Datafolha também pesquisou o índice de rejeição dos candidatos. Quando a pergunta foi “entre estes candidatos, gostaria que você me dissesse se votaria com certeza, talvez votasse ou não votaria de jeito nenhum em”, os resultados foram:
Datafolha rejeição
Jair Bolsonaro
Votaria com certeza – 48%
Talvez votasse – 10%
Não votaria de jeito nenhum – 41%
Não sabe – 1%
Fernando Haddad
Votaria com certeza – 33%
Talvez votasse – 12%
Não votaria de jeito nenhum – 54%
Não sabe – 1%
A pesquisa foi feita entre 17 e 18 de outubro com 9.137 eleitores em 341 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos. Ela foi registrada no TSE sob o número BR-07528/2018. (Fonte: Jovem Pan)
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Em nota oficial, o Diretório Municipal do Podemos de Osasco nega que a legenda tenha participado de uma reunião para formação de uma frente partidária realizada no Sindicato dos Metalúrgicos.

NOTA À IMPRENSA

- O Podemos vem a público informar que:

Ao contrário do que foi veiculado no jornal Diário da Região, no dia 16/10, o PODEMOS não participou da reunião denominada Frente Ampla de Defesa da Democracia, realizada na noite da referida data, no Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco e Região. Se algum filiado participou, foi um ato individual e sem o consentimento do Diretório.

O Diretório Municipal de Osasco reitera que não possui laços com o Partido dos Trabalhadores, e que estará em lados opostos.

“Não existe possibilidade do PODEMOS fazer algum ato de apoio ao PT em Osasco, ou no Estado de SP”, garantiu o prefeito de Osasco, Rogério Lins, liderança regional e um dos vice presidentes estaduais do PODEMOS.

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Incêndio amigo na campanha petista. Com certeza, o Haddad e nem o mais pessimista petista poderiam esperar isso a menos de duas semanas do segundo turno

 

Normalmente, chama-se de fogo amigo, quando vaza na imprensa alguma frase de um correligionário criticando um companheiro de partido. Mas, o que aconteceu em Fortaleza, na noite de segunda-feira, 15, foi um verdadeiro incêndio na campanha do petista Fernando Haddad. Parece que deu PT (Perda Total).

No lançamento da campanha de segundo turno no Ceará, um dos convidados a falar foi o senador eleito, Cid Gomes (PDT). Irmão de Ciro Gomes, que ficou em terceiro lugar no primeiro turno, Cid foi eleito com apoio dos petistas.

Ao iniciar sua fala, Cid sugeriu que o PT fizesse um mea culpa e pedisse desculpas pelos erros cometidos. Aí, os petistas começaram a vaiá-lo e o Cid subiu o tom.

"Tem de pedir desculpas, tem de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira", disse. Ao ser interrompido, afirmou: "É sim, é? Pois tu vai perder a eleição. Não admitir um mea culpa, não admitir os erros que cometeu, isso é para perder a eleição e é bem feito. É bem feito perder a eleição. O PT queria ser dono do Brasil e o Brasil não tem dono", afirmou.

Ao ser interrompido mais uma fez, com gritos a favor de Lula, Cid jogou gasolina e ateou fogo no evento de Haddad. "Lula o quê? Lula tá preso, ô babaca. O Lula tá preso. O Lula tá preso. E vai fazer o quê? Babaca, babaca. Isso é o PT. E o PT deste jeito merece perder. Babaca, vai perder a eleição", reagiu Cid.

Confira o vídeo: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1993104620779768?

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Nesta terça-feira, 16/10, um dia depois de o senador eleito Cid Gomes (PDT-CE) se envolver em uma discussão com militantes do PT ao cobrar um 'mea culpa' do partido, o candidato da sigla ao Planalto, Fernando Haddad, disse acreditar que o político vai dar uma declaração explícita de apoio a ele até o dia 28.
"Vamos ter o Cid dando uma declaração explícita sobre a minha candidatura porque ele sabe o risco do (Jair) Bolsonaro ser presidente", disse Haddad à Rádio Jornal Meio Norte, do Piauí.
Ontem à noite, após elogiar Haddad, Cid Gomes afirmou em evento em Fortaleza que membros do PT "têm de pedir desculpas, têm de ter humildade, e reconhecer que fizeram muita besteira". Ele foi vaiado pela militância, que o interrompeu aos gritos de "olê, olê, olê, olá, Lula, Lula". "Lula tá preso, ô babaca. Babaca, babaca. Isso é o PT. E o PT deste jeito merece perder", disse o senador eleito, ex-governador do Ceará e ex-ministro da Educação.
Questionado sobre se espera o apoio também de Ciro Gomes, que conquistou 13,3 milhões de votos no primeiro turno, Haddad afirmou crer que "estes dois grandes brasileiros assumam a responsabilidade com o País".
Em um sinal de afago aos irmãos Gomes, Haddad citou várias vezes o Ceará como exemplo de política pública nas áreas de educação. "Tem cidades do Sul e do Sudeste copiando exemplos do Ceará", afirmou, em uma das passagens.
 
Logo após terminar o primeiro turno, o PDT adotou um "apoio crítico" ao candidato Fernando Haddad, afirmando que o partido indicaria votos ao petista, porém, sem a intenção de participar de um possível governo de Haddad. Um dia após a votação, Ciro Gomes viajou para Paris e só voltará na semada anterior à votação do segundo turno. Isso frustrou os planos petistas que esperavam ver Ciro Gomes fazendo campanha ao lado de Fernando Haddad. (Fonte: O Estado de Minas)
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Segundo pesquisa Ibope divulgada nesta segunda-feira 15/10, Jair Bolsonaro (PSL) tem 59% das intenções de voto, enquanto Fernando Haddad (PT) tem 41%. O cálculo leva em conta apenas os votos válidos, excluindo brancos e nulos.
Entre os votos totais, Bolsonaro aparece com 52%, contra 37% de Haddad. Brancos e nulos somam 9%, e 2% dos entrevistados não souberam responder ou não quiseram opinar.
O Ibope ainda mediu o potencial de voto e rejeição de cada candidato. Quem tem mais rejeição é Haddad: 47% dos entrevistados não votariam nele de jeito nenhum, enquanto 35% rejeitam Bolsonaro. Por outro lado, 41% dos entrevistados votariam com certeza no candidato do PSL, e 28% votariam com certeza no petista.
O novo levantamento mostra uma ligeira vantagem de Jair Bolsonaro em relação à pesquisa Datafolha divulgada na última quarta-feira (10). Na primeira pesquisa após a confirmação do segundo turno, Bolsonaro tinha 58% das intenções de voto, contra 42% de Fernando Haddad.
A pesquisa ouviu 2.506 eleitores entre os dias 13 e 14 de outubro. A margem de erro é de dois pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa está registrada sob o protocolo BR-01112/2018. (Fonte: Jovem Pan/Agência Brasil)
BTG/Pactual
Também nesta segunda-feira, foi divulgada a pesquisa do Instituto FSB Pesquisa/BTG Pactual. Segundo essa pesquisa, Jair Bolsonaro (PSL) tem 51% nas intenções de voto estimulada, contra 35%, para Fernando Haddad (PT). Brancos e nulos somam 5%; 6% disseram que não votam em nenhum dos dois candidatos que disputam a presidência neste 2º turno das eleições; e 3% não souberam ou não responderam.
A pesquisa foi realizada entre os dias 13 e 14 e foram feitas com 2 mil eleitores, com idade a partir de 16 anos, e entrevistados por telefone nas 27 unidades da federação. A margem de erro no total da amostra é de 2 pontos percentuais, com intervalo de confiança de 95%.
Na intenção de votos espontânea, 49% dos entrevistados disseram votar em Bolsonaro, 30% em Haddad. Brancos e Nulos somaram 4% dos entrevistados; 6% afirmaram não votam em nenhum dos dois candidatos; e 10% não souberam ou não responderam. (Fonte: O Estado de Minas)
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Nesta sexta-feira, 12/10, o presidenciável Jair Bolsonaro (PSL), que disputa do segundo turno contra o petista Fernando Haddad, ganhou um importante palanque no Nordeste. O candidato ao governo do Rio Grande do Norte Carlos Eduardo (PDT) declarou apoio ao Jair Bolsonaro. Carlos Eduardo disputa o governo potiguar contra a Fátima Bezerra, do PT.
“Lamentamos a ausência de Ciro Gomes no 2º turno. Não podemos errar de novo e votar no PT. Por isso tudo e para que Rio Grande do Norte não fique fora do novo Brasil, que sairá vencedor das urnas, Bolsonaro presidente”, disse o candidato do PDT, durante vídeo do programa eleitoral de televisão.
Carlos Eduardo contraria resolução aprovada pelo partido. A Executiva Nacional do PDT aprovou em Brasília, na quarta-feira,10, “apoio crítico” a Fernando Haddad (PT) e vetou apoio a Bolsonaro.
O presidente do PDT, Carlos Lupi, comentou sobre a situação do Estado durante a reunião do PDT. “Não tem ninguém liberado, cada caso é 1 caso. Em estados onde o adversário é o PT como é que eu vou fazer? No Rio Grande do Norte a adversária do nosso candidato Carlos Eduardo é do PT [Fátima Bezerra]. Está vetado o apoio a Bolsonaro e vamos conversar 1 a 1 porque a decisão foi tomada agora”, disse.
Amazonino Mendes (PDT), candidato ao governo do Amazonas, também foi contra a decisão da sigla e declarou apoio ao deputado federal do PSL. Ele disputa com Wilson Lima (PSC-AM). (Fonte: Portal Poder360)
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                        Segunda cidade do Estado do Estado de São Paulo, mais uma vez Osasco vota maciçamente em candidatos de fora e, por pouco, não fica sem                                                                                    representantes na Câmara dos Deputados e na Assembleia Legislativa

 

Por Renato Ferreira -

O saudoso e ex-governador de São Paulo, Mário Covas sempre se referia a Osasco como a "melhor esquina" do Brasil. E Covas tinha razão. Osasco tem uma locação privilegiada na região Oeste da Grande São Paulo, pois, é cortada pela linha férrea da CPTM, por quatro rodovias - Bandeirantes, Anhanguera, Castelo Branco e Raposo Tavares - além do Rodoanel Mário Covas, via expressa que interliga todas essas rodovias.

A partir dos anos 1980, por questões de logística, esta importante cidade paulista começou a mudar o seu perfil econômico. Apesar de ter ainda muitas indústrias, Osasco deixou de ser um pólo industrial para se transformar no maior pólo de prestação de serviços da região. Com cerca de 700 mil habitantes, apesar de ter apenas 66 quilômetros quadrados, hoje, Osasco é a segunda economia do Estado de São Paulo e a oitava do Brasil, superando até mesmo algumas capitais.

Porém, essa pujança econômica de Osasco, não reflete em força política nos cenários estadual ou federal. Mais uma vez, nas eleições do último 7 de outubro, mesmo com muitos candidatos da própria cidade, os eleitores locais preferiram votar mais em postulantes de fora e acabou elegendo apenas dois deputados estaduais e um a federal. E mesmo assim, um dos eleitos, apesar de ter ligação com a cidade, não tem domicílio eleitoral em Osasco. Num passado não muito distante, a cidade já teve dois e até três representantes nessas importantes Casas Legislativas do Brasil.

Por que isso acontece?

Alguns, ou vários fatores contribuem com essas características de Osasco, também observadas em outras cidades, mas, em menor escala. E dois deles são apontados como os principais motivos: a falta de união dos partidos nas eleições gerais em detrimento dos interesses da cidade e o grande número de candidatos, fato que acaba aumentando as chandes de candidatos de outras regiões.

Para os especialistas, isso só vai acabar com a implantação do voto distrital, que aumentaria a possibilidade de identificação do munícipe com o político eleito. E, com certeza, seria mais fácil para o eleitor cobrar de um eleito da própria cidade do que alguém que não ele conhece por mais atenção do seu mandato com a cidade.

Para Federal 

Renata Abreu

Renata Abreu (Podemos), reeleita deputada Federal, com 29.071 votos em Osasco


Com aproximadamente 540 mil eleitores, nestas eleições, Osasco registrou 15 candidatos a deputado federal, sendo um deles - Valmir Prascidelli (PT) - candidato à reeleição, e acabou não elegendo nenhum deles. Renata Abreu (Podemos), não tem o domícilio eleitoral em Osasco, mas, fez uma campanha intensa na cidade e foi reeleita, com quase 30 mil votos osasquenses. Ela é do mesmo partido do prefeito Rogério Lins.

Além de sua grande ligação com a cidade, Renata Abreu apresentou importantes emendas para o Município e acabou obtendo 29.071. Ele foi apoiada pelo prefeito Rogério Lins e por diversos vereadores, a maioria candidatos do próprio Podemos e de outros partidos. 

Em Osasco, os três primeiros candidatos a Federal com maiores votações foram: Eduardo Bolsonaro (PSL), com 30.456 votos; Renata Abreu (Podemos), com 29.071; e Joice Hasselmann (PSL), com 16.518 votos.

Votação geral
Valmir Prascidelli (PT) - 43.224
De Paula (PSDB) - 15.214
Didi (PSDB) - 6.862
Dr. Gaspar (PDT) - 5.467*
Profª. (PSB) - 3.576
Jô Antiório (PSD) - 3.230
Elias Bittencourt (Patriota) - 2.799
Tinha Di Ferreira (PTB) - 2.724
Rosemeire Martins (PODE) - 1.882
Altonomista Bezerra (PV) - 1.735
Sílvio Lopes (PROS) - 1.619
Ivo Lopes (PROS) - 1.260
Eliseu Lopes (Patriota) - 977
Tia Rosa (PV) - 634
Jesse Navarro (PV) - 337
(*Votos não computados - candidato indeferido com recurso)

Para Estadual 

Emidio de Souza

Ex-prefeito de Osasco, Emídio de Souza (PT), eleito deputado estadual 

Ataíde Teruel

Ataíde Teruel (Podemos), eleito deputado estadual
Já para a Assembleia Legislativa, Osasco registrou 24 candidaturas, elegendo apenas dois: o ex-prefeito Emidio de Souza (PT), com 65.898 votos; e o novato Ataíde Teruel (Podemos), com 58.136 votos. Mesmo assim, os dois eleitos para Assembleia Legislativa não foram bem votados na cidade.

O ex-prefeito Emidio obteve 23.154 votos na cidade, enquanto Ataíde Teruel não ficou nem entres os 10 primeiros, ficando abaixo dos 6 mil votos em Osasco. Sò o Podemos lançou oito candidatos a deputado estadual.

Os três primeiros com maiores votações em Osasco, foram: Janaína Paschoal (PSL), com 28.842, votos; Emidio de Souza (PT), 23.154; e Francisco Rossi (PR), com 18.494 votos.

Votação geral
Emidio de Souza (PT) - 65.898
Ataíde Teruel (PODE) - 58.136
Dr. Lindoso (PSDB) - 30.457
Claudio Piteri (PPS) - 24.961
Francisco Rossi (PR) - 24.533
Ralfi Silva (PODE) - 14.715
Daniel Matias (PRP) - 12.695
Alexandre Bussab (PSL) - 12.498
Delbio Teruel (PODE) - 12.087
Gelso Lima (PODE) - 10.795
Alexandre Castilho (PT) - 7.183
Kayque Verginio (PODE) - 5.774
Claudio Magno (PSL) - 4.592
Pelé da Cândida (PSC) - 4.152
Julião (PC do B) - 3.844
Carol Cerqueira (PTB) - 3.480
Dra. Régia (PDT) - 2.939
Geremias Nunes (PODE) - 2.097
Regiane Neves (PMB) - 1.832
Caio Pastori (PODE) - 1.270
Eduardo Dias (PDT) - 1.076
Marcelo Lins (PODE) - 981
Manelão Rocha (PSL) - 725
Pio 2000 (Patriota) - 420

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Jair Bolsonaro (PSL) aparece na frente de Fernando Haddad (PT) na primeira pesquisa Datafolha para o segundo turno

 

A pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (10) mostra que Jair Bolsonaro (PSL) tem 58% das intenções de voto contra 42% de Fernando Haddad (PT), contando apenas os votos válidos. Esta é a primeira pesquisa desde que os dois candidatos foram confirmados no segundo turno das eleições.

Na última pesquisa antes do primeiro turno, divulgada no sábado (6), o candidato do PSL tinha 45% dos votos totais, enquanto o PTista tinha 43%. Eles apareciam em empate técnico, já que a margem de erro é de dois pontos percentuais.

O Datafolha ouviu 3.235 eleitores em 227 municípios nesta quarta. O nível de confiança da pesquisa é de 95% e a margem de erro é de dois pontos percentuais. A pesquisa está registrada no TSE sob BR-00214/2018. (Fonte: Jovem Pan)

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Mais uma vez o PT tenta enganar o eleitorado brasileiro, tirando o vermelho e colocando azul e amarelo nas peças da campanha

 

Depois de mentir durante toda a pré-campanha, afirmando que o seu candidato à Presidência da República seria o Lula, sabendo, porém, que isso seria impossível, uma vez que, preso e condenado em segunda instância da Justiça por corrupção e lavagem de dinheiro, o ex-presidente não poderia ser candidato pela Lei da Ficha Limpa, o partido lançou Fernando Haddad.

Bandeiras petistas

Durante toda a campanha, Haddad, que não foi reeleito prefeito de São Paulo, em 2016, ia todas as segundas-feiras, à cela de Lula, em Curitiba, pedir informações e diretrizes para a campanha petista. Nada era feito sem a autorização de Lula.

Também durante toda a campanha, o discurso de Haddad era colado à imagem de Lula. Se apresentava em alguns eventos até usando uma máscara do ex-presidente. E tanto Haddad, como as maiores lideranças petistas, repetiam sempre que "Lula terá papel de destaque no governo de Haddad". O próprio candidato afirma que o seu governo tem como objetivo trazer novamente o "Brasil de Lula".

Haddade é Lula

Com esse discurso, os petistas esperavam que Haddad fosse para o segundo turno coladinho ou até à frente de Jair Bolsonaro, do PSL. Porém, o recado das urnas foi bem diferente.

O antipetismo e a decepção do povo brasileiro com a situação caótica do país, como os 14 milhões de desempregados e a falta de segurança, falaram mais alto. Haddad avançou mas com 18 milhões de votos atrás de Bolsonaro.

Como viram que Lula não transferiu todos os seus votos para Haddad, agora, a campanha petista resolveu mudar de rumo. Pela divulgação das primeiras peças de publicidade da campanha, o PT tenta esconder Lula e também as cores vermelhas. A estrela já não aparecia há tempo.

Nesta terça-feira, 08, o próprio Lula mandou um recado ao Haddad impondo que ele não o visite mais na PF de Curitiba.

Mas, depois de tantas enganações, até que ponto essa nova estratégia do PT vai funcionar para o eleitorado? Tirar Lula e o vermelho da campanha será que vai fazer o eleitor de outros partidos achar que eles abandonaram mesmo a bandeira vermelha, como as bandeiras do MST (Movimento do Sem Terra), ou do MTST (Movimento dos Trabalhadores sem Teto), sob o comando de Guilherme Boulos?

As novas cores da campanha de Fernando Haddad podem ser confundidas com as cores do PSDB. Agora, resta esperar se os eleitores tucanos, por exemplo, vão acreditar. (Renato Ferreira)

TRAGICÔMICO é uma publicação de Notícias & Opinião todas às quartas-feiras.

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PT cai no conto dos mineiros, pois, a derrota da ex-presidente é uma das maiores do partido e ajuda a enterrar a narrativa de golpe. E enquanto Dilma foi derrotada em Minas, em São Paulo, Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos

Por Renato Ferreira -  

Líder nas pesquisa desde o início da campanha para o Senado, em Minas Gerais, Dilma Rousseff sofreu, com certeza, a maior derrota de sua carreira política, que também foi uma das maiores do PT nas eleições de 2018, ao lado da derrota de Eduardo Suplicy, também ao Senado, em São Paulo. De líder nas pesquisas até o dia das eleições, Dilma Roussef amargou um humilhante quarto lugar nas urnas.

Acusada de improbidade administrativa ao implementar as conhecidas pedaladas fiscais, a ex-presidente sofreu o impeachment em agosto de 2016 e, desde aquela época, o PT e seus aliados criaram a tese do golpe, afirmando que o impeachment teria sido uma armação da oposição, da elite econômica e da imprensa. Sofrendo o impeachment, Dilma deveria perder também os direitos políticos por oito anos. 

Só que durante o processo de votação do impeachment no Senado, o presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Ricardo Lewandowski, e o presidente da Casa, Renan Calheiros (MDB), rasgaram a Constituição Federal e implementaram uma inovação em benefício da ex-presidente. Com o impeachment, Dilma perderia também os direitos políticos por oito anos. Porém, Lewandowski e Calheiros apresentaram uma nova proposta em desacordo com a Constituição: a petista deveria perder o mandato, mas, permanecer com os direitos políticos. Apesar de absurda, a proposta foi aprovada pela maioria dos senadores.

E para reforçar a tese de golpe, Lula pediu, então, que Dilma Rousseff transferisse seu domicílio eleitoral para Minas e concorrese ao Senado. Depois de pesquisar outros estados, o PT chegou à conclusão de que Minas seria o melhor colégio eleitoral para essa volta de Dilma ao cenário político através do voto. Na avaliação de Lula, além do estado ser governado pelo petista Fernando Pimentel, candidato à reeleição, o caminho para Dilma seria facilitado uma vez que os mineiros estariam também decepcionados com o senador Aécio Neves (PSDB), acusado de crimes na operação Lava Jato. Aécio foi derrotado por Dilma nas eleições presidenciais em 2014.

Ainda na pré-campanha, as pesquisas indicarvam que o PT teria acertado nessa avaliação. Dilma liderou com folga e a cúpula petista tinha certeza da vitória. Só que eles não combinaram isso com os mineiros no dia da votação.

No final da votação, as urnas revelaram que Dilma Roussef recebeu 2.709.223 votos, ficando atrás de Dinis Pinheiro (Solidariedade), com 3.251.175 votos, Jornalista Carlos Viana (PHS), eleito com 3.568.658 votos, e Rodrigo Pacheco (DEM), eleito com. 3.616.864 votos. E para completar a derrota petista em Minas, o governador Pimentel ficou em terceiro lugar.

Dilma X Janaína

Janaína Paschoal

A professora e jurista Janaína Paschoal foi eleita deputada estadual com mais de 2 milhões de votos pelo partido de Bolsonaro

E essa derrota de Dilma Roussef, em Minas, que remete ao impeachment, pode ser confrontada também com a estupenda vitória da jurista Janaína Paschoal (PSL), eleita deputada estadual em São Paulo com mais de 2 milhões de votos, a maior votação de um deputado estadual na história do Brasil. Como co-autora do pedido de impeachment, Janaína foi uma das vozes mais ativas a favor do impeachment da petista Dilma Rousseff. (Renato Ferreira)

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