Terça, 31 Março 2020 | Login
Líderes jantaram juntos no sábado, em Palm Beach, na Flórida.
 
Interessados em intensificar a parceria econômica entre Brasil e Estados Unidos, os presidentes Jair Bolsonaro e Donaldo Trump instruíram seus negociadores a aprofundar as discussões prévias à possível assinatura de um pacote bilateral de comércio. A informação foi confirmada pelo Ministério das Relações Exteriores. Segundo a pasta, a intenção é que um acordo seja assinado ainda neste ano.
Bolsonaro e Trump se reuniram na noite deste sábadO, 07/03, durante um jantar em um resort pertencente ao próprio chefe do Executivo norte-americano, localizado em Palm Beach, na Flórida.
Acompanhados por membros da equipe de governo, assessores e jornalistas, os dois políticos conversaram sobre alguns temas de interesse dos dois países, como os potenciais benefícios da ampliação das relações econômicas bilaterais.
OCDE
Em nota divulgada na madrugada de hoje (8), o Itamaraty trata o aprofundamento da parceria como uma “aliança estratégica” entre os dois países. De acordo com o ministério, Trump reiterou o apoio norte-americano ao início do processo de entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Ao conversar com jornalistas ainda acompanhado por Bolsonaro, Trump foi questionado sobre a possibilidade dos Estados Unidos sobretaxar produtos importados do Brasil como forma de compensar os impactos negativos que o Real desvalorizado em comparação ao dólar pode causar aos produtores norte-americanos. Trump respondeu que não faria promessa sobre o assunto.
Os dois presidentes também discutiram acelerar a participação do Brasil no programa de Operadores Econômicos Autorizados, que agilizará o comércio entre os dois países ao garantir a segurança dos bens importados, com objetivo de entrada no programa em 2021.
Em sua conta no Twitter, Bolsonaro postou um vídeo com trechos do encontro. Ao discursar, o presidente brasileiro fala sobre a importância dos “laços de amizade” entre os dois países. “Estou muito feliz em ser amigo do governo americano”, disse Bolsonaro.
Também no Twitter, o chanceler Ernesto Araújo comentou que as conversações presidenciais permitem o avanço “na construção de uma aliança Brasil-EUA pela democracia, segurança e prosperidade”.
AMÉRICA LATINA E ORIENTE MÉDIO
De acordo com o Itamaraty, Bolsonaro e Trump reiteraram o apoio de seus governos ao auto-declarado presidente da Venezuela, Juan Guaidó; e à realização de eleições livres e justas na Bolívia, previstas para ocorrer em maio. Os dois presidentes também reiteram o compromisso com a paz e a prosperidade no Oriente Médio, com o brasileiro elogiando a proposta norte-americana de estimular a coexistência pacífica entre o Estado de Israel e um Estado palestino.
Os dois líderes também trataram das negociações para assinatura de acordos de cooperação bilateral em outras áreas, inclusive em pesquisa e desenvolvimento militar; setores aeroespacial; de ciência e tecnologia; saúde e inovação.
AGENDA
Bolsonaro e Michelle chegam aos Estados Unidos
Acompanhado da primeira-dama do Braisl, Michelle, o presidente Jair Bolsonaro chega aos Estados Unidos, no sábado
A previsão é de que Bolsonaro permaneça nos Estados Unidos até terça-feira (10). Hoje, ele e parte de sua equipe ministerial visitam o Comando Militar do Sul, responsável por coordenar as operações militares dos Estados Unidos no Caribe, Centro e América do Sul.
Integram a comitiva brasileira, além do presidente e assessores próximos, a primeira-dama, Michelle Bolsonaro, os ministros Ernesto Araújo (Relações Exteriores), Fernando Azevedo e Silva (Defesa) e Augusto Heleno (Gabinete de Segurança Institucional), além do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), que escreveu, no Twitter, que “Brasil e EUA, antes de mais nada, trabalham para serem países prósperos, apostando no livre mercado, num Estado menor, apoiando a legítima defesa através de armas e respeitando os valores judaico-cristãos da maioria de nossas sociedades.”
Esta é quarta visita de Bolsonaro aos Estados Unidos desde que tomou posse em janeiro de 2019, e também o seu quarto encontro com Donald Trump.
Durante o jantar, Trump elogiou Bolsonaro, afirmando que ele faz um trabalho fantástico. "O Brasil o ama e os Estados Unidos o amam; Nossa amizade é, provavelmente, mais forte agora do que nunca”, disse o presidente norte-americano.
Bolsonaro também falou sobre o encontro. "Estou muito feliz de estar aqui. É uma honra pra mim e para o meu país. Eu tenho certeza que num futuro próximo será muito bom contar com um bom relacionamento de direita com o Estados Unidos”, afirmou. (Fonte: G1 e Exame)
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"Na verdade, ele [Bolsonaro] segue exatamente o que chamamos de ‘Make Brazil Great Again’ [Faça o Brasil Grande de Novo]", disse Trump.
 
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elogiou sua relação com Jair Bolsonaro nesta quarta-feira, 26/02, e afirmou que o líder brasileiro é “um grande amigo”. As declarações foram feitas durante uma coletiva de imprensa sobre a epidemia da Covid-19 em todo o mundo na Casa Branca, em Washington.
Questionado sobre o Brasil, que anunciou na quarta-feira o primeiro caso de coronavírus na América Latina, Trump disse que as medidas de controle foram fortalecidas, mas não detalhou quais, e enfatizou seu bom relacionamento com o presidente Jair Bolsonaro.
“Nós estamos sendo firmes com as pessoas que chegam de várias partes do mundo, inclusive, do Brasil”, disse o presidente americano. “Mas há apenas um caso e é um país grande. Ainda assim é um caso”, afirmou Trump, que citou o grande avanço da doença na Itália, país muito menor que o Brasil.
.“Temos um bom relacionamento com o Brasil. O presidente Bolsonaro é um grande amigo meu. Na verdade, ele [Bolsonaro] segue exatamente o que chamamos de ‘Make Brazil Great Again’ [Faça o Brasil Grande de Novo], isso foi exatamente o que ele seguiu”, disse Trump. “Nós nos damos muito bem", enfatizou o presidente americano.
O trecho do discurso em que Trump fala do Brasil foi compartilhado nas redes sociais pelo deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP).
Durante a coletiva na Casa Branca, Trump ainda anunciou que o comando das operações de prevenção e combate ao coronavírus Sars-CoV-2 nos Estados Unidos caberá ao vice-presidente, Mike Pence. O presidente afirmou que a contaminação está diminuindo na China, epicentro do novo surto, e alegou que os Estados Unidos são “o país mais bem preparado para conter a epidemia”. (Fonte: Veja)
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Nesta quarta-feira, 26/02, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, descartou a hipótese de o Brasil limitar o ingresso de estrangeiros no Brasil como forma de tentar dificultar a disseminação do vírus SARS-CoV-2, causador do novo coronavírus (Covid-19).
“Não vamos fazer nenhum tipo de interrupção de voos porque não há nenhuma eficácia nisto”, disse o ministro, ao confirmar, hoje, o primeiro caso de infecção pela doença no Brasil. O paciente é um homem de 61 anos, morador da cidade de São Paulo, que, provavelmente, contraiu o vírus ao viajar para a Itália, entre os dias 9 e 21 de fevereiro.
“Perguntaram-me por que não fechar [as fronteiras]. Isto não existe. Não tem eficácia nenhuma. Esta é mais uma gripe que a humanidade vai ter que atravessar. Das gripes históricas, esta tem letalidade menor e tem uma transmissibilidade similar à de determinadas gripes que a humanidade já superou”, acrescentou o ministro. “Nosso sistema já passou por epidemias respiratórias graves, como a do H1N1, e vamos atravessar mais esta situação investindo em pesquisa e na clareza de informações.”
Desde ontem, 25, quando o Ministério da Saúde tornou público que os primeiros exames clínicos a que o paciente foi submetido tinham acusado positivo para Covid-19, internautas começaram a usar as redes sociais para pedir mais rigor no controle de entrada de estrangeiros e brasileiros vindos do exterior.
Medidas eficazes
Segundo o ministro, que é médico, as formas mais eficazes de o país evitar a disseminação da doença são dotar a rede de saúde nacional da capacidade de identificar e testar os casos suspeitos rapidamente, e, em caso positivo, adotar os procedimentos recomendados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo ministério. Além disso, a população deve intensificar os cuidados recomendados para qualquer tipo de gripe, como evitar aglomerações desnecessárias.
“O brasileiro precisa aumentar o número de vezes que lava as mãos e o rosto com água e sabão ao longo do dia. Este é um hábito extremamente importante, não só para evitar problemas respiratórios, mas também outras doenças”, afirmou o ministro, recomendando que as pessoas também evitem compartilhar copos e outros utensílios que possam transmitir o vírus por meio da saliva.
Mandetta mencionou a intenção de iniciar pela Região Sul a campanha de vacinação contra a gripe, realizada todos os anos. Segundo o ministro, as vacinas recomendadas para este ano deverão estar disponíveis em meados de março, começo de abril. De acordo com o ministro, a vacina ajudará a proteger as pessoas dos vírus que circulavam no território brasileiro até novembro ou dezembro do ano passado, quando os novos lotes começaram a ser produzidos. Fora isto, Mandetta lembrou que não há, hoje, nenhum medicamento específico contra o coronavírus.
“Não existe um medicamento específico. O arsenal [medicamentoso] é, basicamente, de suporte e [a rede pública de saúde] será devidamente abastecida”, acrescentou o ministro, assegurando que o governo também distribuirá equipamentos de proteção individual (EPIs) para os governos estaduais redistribuírem a seus profissionais de saúde e já providenciou a licitação para, em caso de necessidade, alugar mil leitos hospitalares da rede privada. (Agência Brasil)
 
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Depois dos acordos assinados com países da Ásia, com Árabes e com Israel, agora, foi a vez da Índia assinar 15 acordos bilaterais com o Brasil. Bolsonaro foi recebido pelo presidente indiano, Ram Kovind.
No primeiro dia da visita do presidente Jair Bolsonaro à Índia, os governos dos dois países assinaram acordos em áreas como ciência e tecnologia, energia, segurança e previdência social. Bolsonaro foi recebido pelo presidente indiano, Ram Kovind, e pelo primeiro ministro, Narendra Modi, em uma residência oficial.
Foram assinados 15 atos internacionais com o objetivo de intensificar as relações entre os dois países. A troca de documentos foi em outro palácio, a Hyderabad House, local destinado à recepção de chefes de estado.
Bionergia
Um dos acordos foi na área de bioenergia, prevendo a cooperação entre as duas nações na promoção da produção de biocombustíveis, como etanol, biodiesel, bioquerosene e biogás. Entre os materiais incluídos no acerto estão subprodutos da biomassa.Um memorando apontou a implantação de ações de cooperação na exploração e comercialização no setor de petróleo e gás.
Mineração
Também foi estabelecida parceria para desenvolver pesquisas em recursos minerais e conhecimento geológico, bem como realização de atividades no segmento de mineração.
Cibermértica
Os países decidiram estabelecer formas de atuação conjunta em segurança cibernética. A parceria envolverá o intercâmbio de informações, a partir dos marcos legais de cada nação, buscando contribuir para o fortalecimento dessa área em cada nação.
Previdência Social
Outro acordo visou criar regras entres os dois países no setor de previdência social, com o objetivo de regular os benefícios previdenciários entre os dois países.
Combate à corrupção
Para ampliar o combate a atividades criminosas, como corrupção e lavagem de dinheiro, as duas nações também se comprometeram em trabalhar juntas. Também foram firmadas parcerias nas áreas de cultura, recursos minerais, segurança cibernética, saúde e agricultura.
Os dois países firmaram entendimento com o objetivo de cooperar em ações de investigação e repressão a crimes. Entre as práticas abarcadas estão ilícitos como corrupção, lavagem de dinheiro, tráfico de pessoas, drogas, explosivos e terrorismo.
As representações diplomáticas se comprometeram a atuar conjuntamente para facilitar os investimentos mútuos entre entes das duas nações. A intenção é formar um marco institucional que facilite e agilize os investimentos, a redução de riscos e a resolução de controvérsias.
Cultura
Também foram assinados acordos nas áreas de cultura, saúde, assistência à infância, cooperação de agências de fomento a empresas, pecuária e produção leiteira.
Visita Em entrevista em Nova Nova Delhi, o presidente Jair Bolsonaro afirmou que vai avaliar o pedido do governo indiano de retirar uma ação na Organização Mundial do Comércio sobre o comércio internacional de açúcar.
Outro assunto abordado pelo presidente foi uma possível parceria na indústria automotiva. "O primeiro-ministro falou sobre a possibilidade de fabricar carros flex aqui. Isso poderia vir empresário para cá e colaborar nesse projeto", disse Bolsonaro.
Além das reuniões com o presidente e o primeiro-ministro da Índia, Bolsonaro também participou de café da manhã com empresários indianos para apresentar oportunidades de negócios no Brasil, com foco em investimentos no setor de infraestrutura e visita a cidade de Agra, que abriga o famoso mausoléu Taj Mahal, um dos principais monumentos da Índia.
Ciência e Tecnologia.
O Ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC), Marcos Pontes, destacou a importância dos acordos firmados na sua área, que vão abarcar temas como startups, inteligência artificial e materiais avançados. Para ele, um dos objetivos é avançar em parcerias na área de espaço, onde a Índia é mais desenvolvida.“Com o Centro de Alcântara sendo implementado, é importante termos parceiros efetivos que nos ajudem na criação de satélites e também lançadores.
Eles têm tecnologia avançada, passaram de longe o Brasil e pretendo reduzir essa diferença. E temos o satélite amazônia que vai ser lançado neste ano e provavelmente vai ser lançado da Índia”, comentou, em entrevista a jornalistas. (Agência Brasil)
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Atraídos por privatizações, esses investimentos cresceram 26% no país em 2019.
 
Apesar dos que torcem contra o país neste governo, o Investimento Estrangeiro Direto (IED) no Brasil cresceu 26% em 2019. Os dados são do Monitor de Tendências de Investimentos Globais, divulgados nesta semana pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD).
O IED mede o capital investido por estrangeiros em um país. Ele é considerado por economistas como o "bom investimento", uma que os recursos vão para o capital produtivo (construção de fábricas, infraestrutura, empréstimos e fusões e aquisições).
O fluxo de recursos no Brasil passou de US$ 60 bilhões, em 2018, para US$ 75 bilhões no ano passado. O valor ficou em linha com o esperado pelos analistas dos bancos, segundo dados colhidos pelo Banco Central no final de 2018, por meio do Boletim Focus.
Privatizações
A expansão dos investimentos externos, segundo a Unctad, veio na esteira das privatizações ocorridas a partir do meio do ano, com a venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) pela Petrobras. A empresa foi vendida ao grupo formado pela francesa Engie e pelo fundo canadense Caisse de Dépôt et Placement du Québec (CDPQ) por R$ 33,5 bilhões, ou cerca de US$ 8,7 bilhões.
Investimentos no Brasil gráfico
Com esses novos investimentos no país, o Brasil passou da nona para a quarta colocação entre os principais destinos de investimentos estrangeiros no mundo– atrás apenas de Estados Unidos, China e Cingapura, segundo o ranking da Unctad.
No mundo, o fluxo global de investimentos permaneceu praticamente estável em relação aos dados revisados de 2018. O IED global sofreu uma contração de 1%, passando de US$ 1,41 trilhão em 2018 para US$ 1,39 trilhão no ano passado.
Para os países desenvolvidos, o fluxo de investimento estrangeiro permaneceu em níveis historicamente baixos, caindo 6% em relação a 2018, para US$ 643 bilhões. A queda foi mais acentuada nos países da União Europeia, de 15%, para US$ 305 bilhões, com destaque para a queda de 6% no Reino Unido, como resultado das negociações do Brexit.
Já o volume de recursos direcionados aos Estados Unidos permaneceu praticamente estável, em US$ 251 bilhões.
Nas economias emergentes, também houve estabilidade na comparação com 2018, ficando em estimados US$ 694 bilhões. Dentro desse grupo, no entanto, houve comportamentos divergentes: enquanto América Latina e Caribe viram alta de 16% no fluxo, a África teve expansão mais modesta, de 2%, enquanto a Ásia viu queda de 6% – embora ainda seja destino de cerca de 30% do fluxo global.
Livre comércio com o Reino Unido
Agora, durante o Fórtumo Econômido Mundial, em Davos, a Inglaterra mostrou-se interessada em firmar um acorde livre comércio com o Brasil. A informação é do ministro da Fazenda, Paulo Guedes, que conversou com o seu colega do Reino Unido, Sajid David. Segundo Guedes, esse acordo seria firmado logo após a concretização do Brexit., que é a saída oficial da Inglaterra da União Europeia. "Nós queremos e eles querem" resumiu Guedes. (Fonte: IG e G1)
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Hoje, além dos avanços tecnológicos em termos de armamentos bélicos, as relações comerciais falam mais altos antes de uma decisão de guerra. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, já demonstrou naquela época a distância que separa Israel de seus inimigos árabes, sem falar no poderio dos Estados Unidos. Hoje, uma terceira guerra seria com ações cirúrgicas e sem matança descontrolada de civis.
 
 
Por Renato Ferreira -
O mundo está vivendo sob forte tensão desde o dia 2 de janeiro, quando o comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani, foi morto num ataque aéreo dos Estados Unidos nos arredores do aeroporto de Bagdá, capital do Iraque. Soleimani comandava a unidade de elite Força Quds, uma brigada de forças especiais responsável por operações militares fora do Irã.
Nesses seis dias após o ataque, as notícias mundiais não falam em outra coisa senão nas consequências da ação norte-americana e nas reações do governo iraniano. E o Irã deu a primeira resposta nesta terça-feira,7, com mísseis lançados sobre duas unidades militares dos EUA localizadas no Iraque.
Guerra de informações
E como acontece em qualquer conflito, surge também a guerra de informações. Segundo os iranianos, o ataque teria matado 80 soldados norte-americanos. Hoje, durante uma coletiva, o presidente Donald Trump negou essa informação, afirmando que não houve nenhuma baixa entre os soldados de seu país e nem mortes de civis iraquianos. Apenas danos materiais.
Logo após o ataque que matou Soleimani, Trump disse que os Estados Unidos agiram preventivamente para evitar a continuação de uma gerra e de ações terroristas do comandante iraniano. E acrescentou: "Se houver reação iraniana contra cidadãos americanos, os Estados Unidos vão agir de forma desproporcional e vamos atingir 52 pontos iranianos de uma forma que eles não esperam".
Terceira guerra? Será?
É claro que se forem intensificando ações e reações de ambos os lados, a tensão mundial tende a aumentar, com países aliados tendo que tomar posições, como a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que já declarou apoio aos Estados Unidos em ações contra o terrorismo. Outros países, como o Brasil, também emitiram notas, pedindo ações diplomáticas e não de guerra.
Mas, até que ponto esse conflito EUA X Irã, poderá provocar a terceira guerra mundial com devastação em massa? Não sou especialista em conflitos internacionais, mas, pela experiência de 40 anos no exercício do jornalismo, e por todas as mudanças após a segunda guerra, acho difícil que haverá outra guerra com consequência devastadora em nível mundial.
Hoje, além dos avanços tecnológicos, sobretudo, nos meios de armamentos bélicos, os interesses comerciais falam mais alto e podem ser decisivos antes de um conflito inconsequente ser decidido pelas autoridades, por mais intolerantes elas sejam.
Poderio desproporcional
Todos sabem que qualquer tipo de conflito internacional é causado pela disputa de poder e de território. Alguém se sente superior e pensa que pode invadir e dominar outros povos. Hoje, um dos maiores motivos que causam os conflitos, sobretudo, no Oriente Médio, é o petróleo, a energia fóssil que ainda é decisiva na economia mundial. Porém, até mesmo um rio ou poucos metros de terra, podem ser decisivos para a deflagração de um conflito, como aconteceu na Guerra dos Seis Dias, em 1967, entre Israel e seus inimigos árabes.
E, já naquela época, o poderio bélico de Israel se mostrou muito, muito superior à de seus inimigos. Com apenas 19 anos de fundação, Israel era um país jovem, e países árabes, como a Siria, Libano, Jordânia e Egito, dentre outros, resolveram que seria o momento de acabar com o país dos judeus. Ledo engano.
Guerra dos Seis Dias
Em apenas seis dias, Israel devastou seus adversários. E além das milhares de baixas entre os inimigos - cerca de 30 mil mortes, contra poucas centenas de soldados israelenses mortos - Israel ainda aumentou consideravelmente o seu território.
Com aval dos Estados Unidos, Israel começou a guerra com apenas 20.300 km2 de área sob sua administração, mas depois do conflito, contava com cerca de 102.400 km2, um aumento de cerca de cinco vezes em seu território. Assim, com essas conquistas Israel consolidou o projeto da Grande Israel que já havia sido, um dos projetos de algumas escolas sionistas.
Com a vitória esmagadora, a Guerra dos Seis Dias fez com que Israel passasse a controlar as colinas de Golã, o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. São conquistas que até hoje são os principais motivos do ódio dos árabes contra Israel e dos constantes confrontos na região.
Guerra desigual
E se em 1967, Israel já se mostrava muito à frente de seus inimigos em termos de armamentos e de preparo técnico para a guerra, hoje, Israel e Estados Unidos, além de aliados do Ocidente, estão anos/luz à frente em termos de inteligência artificial e de armas bélicas. Além, é claro à frente também no número de soldados preparados para qualquer tipo de combate.
Hoje, por mais que um país como Irã tenha se desenvolvido também em termos bélicos, inclusive, com ajuda técnica da antiga União Soviética, eles mesmos sabem que jamais poderiam fazer frente numa guerra contra os Estados Unidos e Israel. Atualmente, aviões, foguetes e drones são aparelhos que podem fazer ataques cirúrgicos contra unidades adversárias sem atingir civis.
Assim, com o poderio que possuem, os Estados Unidos acabariam em segundos com o Irã. Mas, certamente, esse não é o interesse do Republicano Trump e nem mesmo de seus adversários Democratas. Como o próprio Trump disse hoje na coletiva, o primeiro passo, agora, é aumentar ainda mais os bloqueios econômicos ao Irã, antes de uma reação às ações dos iranianos.
Mas, claro, essa atitude de Trump só durará até o momento em que as ações do país dos aiatolás não atinjam cidadãos americanos. Caso isso aconteça, as reações americanas serão imediatas.
Bomba atômica?
Apesar dos acordos nucleares e das negativas iranianas, de que o país persa não tenha ainda a boma atômica, é difícil acreditar nesse momento tenso, que o Irã não possa usar desse tipo de arma para se defender ou atacar seus inimigos. E o inimigo número um dos árabes e muçulmanos xiitas, é a América, além de Israel. Para eles, a América "é o demônio".
Mas, até que ponto, o Irã tem poderio para atacar o território norte-americano mesmo com armas nucleares? No máximo, eles deverão continuar com ações terroristas em diversas partes do planeta visando atingir americanos ou aliados dos Estados Unidos.
Então, nesse caso, Israel poderia ser um alvo de ataque com armas nucleares por parte do governo do Irã. Fica difícil imaginar, no entanto, que eles poderiam atacar dessa forma o território israelense. O interesse dos árabes xiitas sempre foi exterminar com Israel, que é a Terra Santa também para os muçulmanos. Caso isso acontecesse, o governo do Irã arrumaria inimigos em seu próprio país.
Mundo geopolítico
Para muitos, uma guerra entre Irã, Estados Unidos e Isral, poderia causar mudanças profundas na geopolítica mundial, dependendo da posição tomada por Rússia e China. Mas, eu pergunto: qual o interesse desses dois países em tomar decisão para um lado ou para outro, a ponto de abalar o mundo? Principalmente, sabendo que, muito além do petróleo, que daqui a alguns anos não terá tanta importância na economia, o interesse do Irã é regional para diminuir a força de Israel no Oriente Médio?
No caso da Rússia, por mais que eles tenham interesse ainda em medir foças com os Estados Unidos, hoje, a Rússia é apenas um país com muitos problemas internos e muito longe do poder e da influência que tinha ex-poderosa União Soviética.
E quanto à China, o país mais populoso do mundo, com mais de 1 bilhão e 300 mil habiante, seus maiores maiores interesses são comerciais com o mundo capitalista. Prestes a ser a maior economia do mundo, a China é comunista apenas no papel. Na prática, hoje, o país asiático é o maior "país capitalista" do planeta. Basta verificar seu sistema econômico e seus acordos bilaterais com as principais economias abertas do mundo, inclusive, com o Brasil.
E a primeira manifestação do governo chinês sobre o conflito EUA-Irã, foi, justamente, no sentido diplomático de pedir tolerância aos os dois países, pois, para a China não há interesse na guera e, muito menos, em decisão de apoio para nenhum dos lados.
Conflitos milenares
E falando sobre relações árabes-israelenses, vai aqui também um pouco da história bíblica sobre a origem desses povos e de suas eternas relações belicosas. Hoje, os analistas e especialistas sempre falam das guerras no Oriente Médio, abordando os temas de interesses geopolíticos como se lá fosse igual aos conflitos em outras partes do mundo.
Mas, seria interessante que essas análises não excluíssem o tema religião e o fundamentalismo que impera na região. Apesar de vários acordos assinados por países em conflitos, é impossível acreditar que os árabes passem a conviver em paz com Israel.
Como os dois países mais famosos dessa região historicamente falando, Israel e Egito sempre foram os protagonistas desses conflitos. Pela história bíblica, Israel é considerado o "povo escolhido" de Deus. Mas, com a desobediência desse povo, Israel sempre foi perseguido e muitas vezes dominado pelos seus adversários, como o Egito, para onde o povo judeu fora levado como escravo. E só foi libertado por Moisés, após as grandes pragas contra Faraó e o povo egípcio.
Mesmo que muitos não acreditam na narrativa bíblica, a história de Israel sugere, no mínimo, uma atenção especial, nem que seja por curiosidade, já que há milhares de anos, esse povo é perseguido, maltratado e quase dizimado, como na segunda grande guerra mundial. E mesmo assim, eles conseguem ressurgir das cinzas. E se unem pela religião em torno de um único Deus.
Outra curiosidade, é o desenvolvimento de Israel em todas as áreas. Localizado numa mesma região árida e de desertos, Israel parece um oásis com plantações e verde ao lado de outros povos que vivem com extremas dificuldades. Para muitos, isso parece até milagre. E essa situação avançada de Israel acaba provocando ainda mais ódio em seus inimigos regionais.
Posição do Brasil
Logo após o ataque e a morte do comandante iraniano, o Itamaraty divulgou uma nota, afirmando que o "Brasil apoiaria qualquer ação de combate ao terrorismo mundial". E mesmo sem declarar apoio explícito aos Estados Unidos, a nota não agradou ao governo do Irã, que pediu explicação às autoridades brasileiras.
Após a reação iraniana, o próprio Itamaraty afirmou que o pedido de explicação foi feito em termos diplomáticos e que as relações comerciais com o Irã não sofreriam arranhões. O presidente Jair Bolsonaro também fez declarações, sem, no entanto, demonstrar apoio aos Estados Unidos, já que tem boas relações com o presidente Trump.
Em minha opinião, caso o conflito aumente, a maioria dos países ter´s, sim, que tomar decisões, inclusive, de apoio para alguns dos lados. E ao meu ver, não seria nenhuma novidade o Brasil se aliar aos Estados Unidos e a Israel.
Primeiro, pela localização geográfica, pela ligação histórica com os Estados Unidos e a excelente relação com Israel.
É importante destacar que a amizade entre Brasil e Israel vem de décadas e se fortaleceu, principalmente, após 1948, graças à ação do diplomata Osvaldo Aranha. Além do lobby que fez pró Israel, Osvaldo Aranha presidiu a sessão da ONU (Organização das Nações Unidas), que aprovou a criação do Estado de Israel.
E Israel faz questão de demonstrar para o mundo esse apreço que tem pelo diplomata e pelo Brasil. No centro de Jerusalém, ao lado de um cemitério árabe, há uma praça com o nome de Osvaldo Aranha. E foi também devido à ação de Aranha, que a ONU decidiu que todos os anos a Assembleia Geral da ONU seria aberta pelo chefe da Nação Brasileira. (Renato Ferreira é Jornalista formado pela Unimep e editor do Portal Notícias & Opinião)
 
 
 
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Pesquisa em domicílios também avaliará saúde da mulher em todo o território nacional.
 
O Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) formalizam nesta segunda-feira, 09/12 um termo de Cooperação Técnica de Pesquisa em Saúde de Base Domiciliar Nacional que possibilitará a coleta de informações relevantes sobre a saúde da população e a capacidade do Sistema Único de Saúde (SUS), com foco na Atenção Primária à Saúde (APS).
De acordo com o ministério, serão destinados R$ 30,1 milhões para o convênio, de forma a viabilizar a realização de três pesquisas: a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), a Pesquisa Nacional de Demografia e Saúde (PNDS) e a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária (AMS).
A PNAD Contínua tem previsão de ser iniciada em 2020 e abranger cerca de 210 mil domicílios. A ideia é obter dados mais apurados sobre a Atenção Primária à Saúde (APS) e sobre o desenvolvimento infantil, possibilitando um “diálogo intersetorial” com outras políticas públicas – caso do Marco Legal da Primeira Infância, desenvolvido pelo Ministério da Cidadania.
“Nessa pesquisa, serão incorporados dois módulos para abordar a saúde da população infantil. Um deles vai avaliar a qualidade da APS na perspectiva do cuidado à criança, com a inserção do PCATool-Brasil [modelo de avaliação da qualidade de serviços que se baseia na mensuração de aspectos de estrutura, processo e resultados dos serviços de saúde] em sua versão infantil”, informou por meio de nota o MS.
O outro módulo inclui o desenvolvimento infantil, por meio do instrumento de avaliação do projeto Primeira Infância para Adultos Saudáveis (PIPA).
Já a PNDS, feita pela última vez em 2006, atualizará as informações sobre a saúde da mulher e da criança “para construção de séries históricas e estudos comparativos em nível nacional e internacional”. Para tanto, a pesquisa contará com “instrumentos para avaliação da atenção primária, porta de entrada do SUS, em relação ao cuidado oferecido à população”.
Essa pesquisa será iniciada no primeiro semestre de 2021. Por meio de entrevistas domiciliares com visitas a 110 mil domicílios, ela fornecerá dados e indicadores relevantes para o contexto da saúde da mulher e da criança, com foco em reprodução, amamentação e saúde nutricional.
Tendo por base dados obtidos pelo IBGE, a iniciativa pretende incluir “assuntos relevantes para a avaliação do momento atual do SUS”. Para tanto, será resgatada a Pesquisa de Assistência Médico-Sanitária, que teve a última edição em 2009. A previsão é de que nesse caso a pesquisa abranja cerca de 100 mil estabelecimentos de saúde no 2º semestre de 2021.
Segundo o Ministério da Saúde, essa pesquisa será feita via ligações telefônicas, com o objetivo de atualizar o “perfil da capacidade instalada do SUS, considerando os subsistemas público e privado, além de permitir conhecer o perfil da força de trabalho em saúde e da oferta e uso dos equipamentos médico-hospitalares”.
Também será criado um módulo específico para avaliar as estruturas das unidades de saúde familiar, no âmbito da atenção primária à saúde, “permitindo a conexão com o novo e-SUS AB [estratégia de qualificação da gestão da informação] e a base Cadastro Nacional de Estabelecimentos de Saúde (CNES)”. (Agência Brasil)
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Evento lotou auditório de hotel e contou com apoiadores e parlamentares do PSL que devem se filiar à nova legenda.
O partido Aliança pelo Brasil, criado pelo presidente Jair Bolsonaro após romper com o PSL, foi lançado oficialmente nesta quinta-feira, 21/11, com a promessa de combater o comunismo, o globalismo e “toda ideologia que atente contra a dignidade humana e a ordem natural”. A primeira convenção da nova legenda foi realizada no auditório lotado de um hotel de Brasília. Bolsonaro esteve presente ao evento ao lado da primeira-dama Michelle Bolsonaro.
Jair Bolsonaro será o presidente da comissão provisória da legenda, com o seu filho, o senador Flávio Bolsonaro (sem partido-RJ), como vice-presidente e o advogado Admar Gonzaga como secretário-geral. O filho caçula do presidente, Jair Renan, que ainda não tem atividade política, também fará parte da comissão.
A maioria dos parlamentares do PSL, que pretendem migrar para a nova sigla, ocupava as primeiras fileiras do auditório. Alguns não conseguiram lugar nas primeiras cadeiras porque chegaram mais tarde. Outros quase não conseguiram entrar.
Segunda maior bancada parlamentar na Câmara dos Deputados, o PSL conta com 53 deputados no total. No Senado, a legenda possui três integrantes.
Aliança pelo Brasil logo
Para ser registrado oficialmente e poder disputar eleições, a Aliança ainda tem um longo caminho: será necessária a coleta de 500 mil assinaturas em pelo menos nove estados, e todas precisam ser validadas pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
O prazo para que o partido seja registrado no TSE a tempo de disputar as eleições municipais de 2020 é pequeno: termina em março do ano que vem. A expectativa de Bolsonaro é que o TSE autorize a coleta de assinaturas por meio eletrônico. Caso seja manual, a criação da legenda deve ficar para o final de 2020.
BOLSONARO
Em discurso de cerca de meia hora na cerimônia, Bolsonaro disse que a Aliança pelo Brasil é uma oportunidade de unir “todos os brasileiros de bem” pelo futuro do país, depois de ter enfrentado “problemas” em sua legenda anterior, o PSL.
O presidente também aproveitou para dizer que seu governo fez o Brasil recuperar a confiança do mundo, citou como exemplo a redução da taxa de juros e se comprometeu com a abertura comercial.
“Tudo passa pela política, não adianta reclamar do Parlamento, do presidente da República, do Poder Judiciário, tudo aqui é política”, disse Bolsonaro. “Nós temos que trabalhar para que essas instituições, cada vez mais, sejam aperfeiçoadas”, acrescentou. “Vamos fazer críticas, mas críticas moderadas”, acrescentou.
O presidente disse que haverá uma “seleção” de pessoas para comandar o novo partido nos Estados e que não haverá espaço para quem queira “negociar legenda”.
Hoje mais cedo, ao deixar o Palácio da Alvorada, Bolsonaro disse que nenhum dos ministros de governo irá se filiar ao novo partido para evitar a interpretação de uso da máquina pública. (Fonte: Exame)
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Por Laerte Ferraz - 


Aliança pelo Brasil é um excelente nome. Sai das convencionais siglas P, N, D e L, entre outras, e com isso se torna um diferencial de fácil lembrança. Um bom marketing sempre começa com a escolha certa do nome do produto. Ponto a favor.

Tal denominação contém claramente três elementos importantes: diz o que é como é (uma ALIANÇA) e define um objetivo bem amplo, mas perfeitamente entendível (PELO BRASIL). E quando diz que é pelo Brasil, está deixando evidente que coloca o país como prioridade. Em outras palavras, o patriotismo e o senso de dever estão subjacentes. Mais um ponto para a feliz escolha.

Aliança pelo Brasil seja com a abreviatura AB ou por extenso, sempre aparecerá em primeiro lugar em qualquer classificação alfabética feita pela imprensa. Quando assim não for, ficará evidente que a notícia é tendenciosa, sendo isso indicativo para que leitores leiam com as devidas ressalvas. Mais um ponto a favor.

Mal o novo partido foi lançado, quando o Presidente Bolsonaro anunciou formalmente sua desvinculação do antes inexpressivo PSL, e as previsíveis manifestações de oportunistas, ressentidos e opositores marcaram presença.

De um lado, um Ministro do STF declarou que no Brasil já existiam partidos demais, como se fosse atribuição de um Ministro da Suprema Corte dar pitaco em questões políticas, fora das atribuições específicas de quem deveria zelar tão somente pela Constituição. Mas isso não chega a surpreender, vindo de quem vem.

Depois, vieram os opositores esquerdistas desdenhando que tal partido vá ter representatividade e formulando a reincidente acusação de que esse será um partido de extrema-direita, como se atuar pelo bem do Brasil fosse algo descabido, coisa que a atuação das esquerdas ao longo dos anos tem mostrado que, para eles, é.

A seguir foi a vez dos traidores ressentidos que surfaram na onda bolsonarista duvidarem que seja possível ao novo partido obter 500 mil assinaturas para sua efetivação junto ao TSE, até o próximo mês de março. Houve até quem dissesse que fará, pessoalmente, a conferência de cada assinatura. Seria engraçado, se não beirasse ao ridículo.

Na verdade, todas essas manifestações apenas revelam o pavor daqueles que sempre trabalharam pelos próprios interesses e ambições, sem compreenderem que a eleição de Bolsonaro representou uma mudança que continua se aprofundando e que não tem mais volta. Esses continuam insistindo em minimizar e até ignorar as vozes de milhões de brasileiros que passaram a se manifestar nas Redes Sociais de Internet, nas ruas e, principalmente, nas urnas. Insistem em não aceitar a realidade que se materializou num governo que está desmontando os esquemas institucionalizados de corrupção e adotando medidas que estão começando a trazer resultados, mostrando que poderemos – finalmente – vir a conhecer um Brasil grande de verdade.

Quanto as 500 mil assinaturas necessárias, vou fazer uma projeção baseada apenas em intuição: numa estimativa pessimista, a Aliança pelo Brasil terá mais de 600 mil assinaturas. Se me deixar levar pelo otimismo, penso no dobro disso ou até mais. Afinal, nas Redes Sociais, em menos de um dia, o site da nova sigla contou com mais de 250 mil seguidores (hoje, já tem mais de 600 mil), para desespero de quem torce contra.

Ainda assim, sabemos que farão o possível e o impossível – mesmo recorrendo aos expedientes vis que já conhecemos – para obstar e tentar impugnar a Aliança pelo Brasil que, depois de criada, reunirá a maior bancada no Congresso. Alguém duvida?

Laerte A Ferraz (Curitiba) – para Vida Destra 14/11/2019

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Hoje, eles jogam pra não cair e fora de campo, suas torcidas não torcem mais. Só brigam!

 

Por Renato Ferreira -

No último jogo entre Cruzeiro e Atlético Mineiro, no domingo, 10/11, esses dois grandes clubes de futebol do Brasil e do mundo fizeram (ou deveriam ter feito) mais um clássico pelo Campeonato Brasileiro. Porém, futebol foi o que menos se viu no Mineirão, palco de grandes espetáculos desses dois times que orgulham Minas Gerais. O tradicional e belo estádio de Belo Horizonte deve ter chorado de vergonha pelo triste espetáculo protagonizado pelas duas equipes e, principalmente, pelas suas torcidas.

Cruzeiro e Atlético torcidas

Mal colocados na tabela de classificação e mais preocupados em fugir da zona de rebaixamento do que alcançar o G4, Cruzeiro e Atlético não saíram do 0 a 0, placar muito diferente de outros tempos de glórias do clássico, marcado sempre por muitos e belos gols.

E se não bastasse o baixo nível do utebol atual em campo, fora dele, como vem acontecendo mundo afora, as torcidas cruzeirenses e atleticanas parecem também que hoje não se interessam mais por em torcer nas arquibancadas.

Após o empate sem gols, que pode significar o famoso 'abraço de afogados", torcedores dos dois times tentaram fazer a diferença no braço e transformaram o novo e belo Mineirão numa verdadeira praça de guerra.

Mineirão

Mineirão foi mais uma vez depredado por vândalos em briga de torcidades de Atlético e Cruzeiro

Os vândalos, conhecidos também como "torcedores organizados" partiram pra briga, quebrando cadeiras e outros equipamentos do estádio, que deveria ser cuidado, justamente, por eles mesmos.

E o pior é que não ficou apenas no dantesco espetáculo de luta em lugar errado. Alguns torcedores, segundo as notícias, do Atlético, resolveram baixar ainda mais o nível, cuspindo em seguranças, chamando-os de "macacos", praticando o crime inafiançável de racismo. Com certeza, apesar de chorar, agora, e pedir desculpas, vão pagar pelo crime.

Certamente, esses torcedores do Galo,esquecem que pela sua equipe, como também pela do Cruzeiro, e do futebol em geral. a história é feita de jogadores altos, baixos, brancos e, principalmente, por negros. Esquecem, talvez, que o maior jogador de todos os tempos - Pelé - é negro. E nascido, justamente, em Três Corações, nas Minas Gerais.

Tostão e Dirceu Lopes

Tostão e Dirceu Lopes, ex-craques do Cruzeiro

E, assim, eu, como mineiro, morando em São Paulo há quase 50 anos, tenho saudades dos tempos em que Cruzeiro e Atlético sempre brigavam pelo topo da tabela de classificação e desfilavam craques, como Tostão e Dirceu Lopes, pelo Cruzeiro; e Reinaldo e Dadá Maravilha, pelo Atlético; para citar apenas quatro craques dentre tantos outros, que fazem parte da história desses dois times, que são orgulho de Belo Horizonte e de todos os mineiros.

Reinaldo e Dadá Maravilha

Reinaldo e Dadá Maravilha, ex-craques do Atlético

Esperamos que esse pesadelo termine em 2019 e que, a partir de 2020, Cruzeiro e Atlético voltem a brigar por títulos em Minas, no Brasil e no mundo. E também que suas torcidas se organizem de verdade, mas, para apenas torcer e se divertir com o futebol. (Renato Ferreira)

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