Sexta, 21 Fevereiro 2020 | Login
Além da absolvição no Parlamento, pesquisas mostram também aumento no índice de aprovação do governo Trump.
 
O Senado dos Estados Unidos absolveu nesta quarta-feira, 05/02, o presidente Donald Trump da acusação de abuso de poder depois de um julgamento histórico de impeachment de duas semanas.
Formado por maioria republicana - partido de Trump - a votação no Senado foi diferente do resultado da Câmara dos Representantes, onde o presidente foi condenado. Já no Senado, o resultado foi de 52 votos pela absolvição contra 48 pela condenação..
Conforme o processo, Trump teria retido ajuda militar à Ucrânia para pressionar Kiev a investigar seu rival político Joe Biden. Membro do Democratass, Biden pode ser o principal rival de Trump na disputa presidencial deste ano. Trump foi denunciado ao Congresso pela maioria democrata da Câmara de Representantes por abuso de poder e obstrução em dezembro do último ano. O processo teve quase três semanas de audiências.
E como não poderia ser diferente, Donald Trump comemorou sua vitória no Senado. E motivos para isso não faltam, pois, além de ser absolvido no processo de impeachment, Trump comemora também seus altos índices de aprovação popular, fruto do excelente momento da economia norte-americana. (Renato Ferreira - Fonte: Estado de Minas)
 
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Na China já foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 óbitos. No Brasil, o Ministério da Saúde considera 9 casos suspeitos.
Infelizmente, aconteceu o que todos já esperavam. O coronavírus já é considerado caso de emergência mundial. O alerta foi divulgado nesta quinta-feira, 30/01, pela Organização Mundial da Saúde (OMS), que declarou estado de emergência global em razão da disseminação do coronavírus.
A entidade fez o anúncio à imprensa em sua sede, em Genebra, na Suiça, após uma reunião com especialistas. Até o momento, foram contabilizados 7,7 mil casos e 170 mortes na China, principal local de multiplicação do vírus. Em outros 19 países, já foram registrados 98 casos. No Brasil, o Ministério da Saúde investiga nove casos suspeitos. De acordo com a entidade, os casos abrangem pessoas que viajaram para Wuhan, foco do surto, ou que tiveram contato com pessoas com histórico de passagem pela cidade.
Os representantes da OMS, contudo, negaram que o anúncio signifique uma manifestação de desconfiança com a China. “A China está tendo um novo patamar para este surto. Meu respeito e agradecimento para os profissionais de saúde que, no meio do Festival de Primavera, estão trabalhando por 24 horas, durante sete dias por semana, para salvar vidas e colocar o surto em controle”, afirmou o diretor da organização, Tedros Adhanom.
A OMS afirmou que não há necessidade de medidas para evitar viagens ou comércio internacional com a China. Além disso, apresentou um conjunto de recomendações, como apoio a países com sistemas de saúde mais precários, combate a rumores e desinformação, desenvolvimento de recursos para identificar, isolar e cuidar dos casos, além do compartilhamento de dados e conhecimento sobre o vírus.
“Países devem trabalhar juntos no espírito de solidariedade e cooperação. Estamos nessa juntos e só podemos parar juntos. Este é o tempo de fatos, não medo, para ciência, não rumores, para solidariedade, não estigma”, destacou Adhanom.
Histórico
Os coronavírus são conhecidos desde meados dos anos 1960 e já estiveram associados a outros episódios de alerta internacional nos últimos anos. Em 2002, uma variante gerou um surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars) que também teve início na China e atingiu mais de 8 mil pessoas. Em 2012, um novo coronavírus causou uma síndrome respiratória no Oriente Médio que foi chamada de Mers.
A atual transmissão foi identificada em 7 de janeiro. O escritório da OMS na China buscava respostas para casos de uma pneumonia de etiologia até então desconhecida que afetava moradores na cidade de Wuhan. No dia 11 de janeiro foi apontado um mercado de frutos do mar como o local de origem da transmissão. O espaço foi fechado pelo governo chinês.
Entenda o que é Emergência global
Uma emergência de saúde pública de interesse internacional (PHEIC, na sigla em inglês) é uma declaração formal da Organização Mundial da Saúde (OMS) de “um evento extraordinário que pode constituir um risco de saúde pública a outros países por meio da disseminação, e que requer uma resposta internacional coordenada”.
Segundo o Regulamento Sanitário Internacional (RSI), do qual o Brasil é signatário, os países que fazem parte do grupo devem atender prontamente às recomendações e práticas publicadas pelo documento de emergência, e os governos e autoridades responsáveis devem organizar e colocar em prática planos de ação para conter a ameaça sanitária.
De acordo com o RSI, as declarações são temporárias e devem ser reavaliadas a cada três meses. De acordo com o diretor-geral da OMS, o coronavírus (2019-nCoV) atende aos critérios da declaração de emergência. Essa é a sexta vez em que o recurso é usado. A declaração de emergência havia sido emitida no surto de síndrome respiratória aguda grave (Sars), em 2002/2003; na pandemia de 2009 de H1N1 (também chamada de febre suína); na declaração de emergência de poliomielite, em 2014; na epidemia de ebola na África Ocidental, também em 2014; no surto de microcefalia em decorrência vírus Zika, cujo principal foco de infestação foi o Brasil, em 2015/2016, e na epidemia de ebola em Kivu, no Congo, em 2019. Das vezes em que foi instituída, apenas a declaração de emergência sobre a epidemia de Kivu continua ativa.
Novo regulamento
O Diário Oficial da União publicou hoje (30), em edição extraordinária, a promulgação do novo texto do Regulamento Sanitário Internacional - o tratado que define as regras, normas e ações que devem ser tomadas por países signatários em casos de saúde pública que apesentem riscos à comunidade internacional -. O novo texto é assinado pelo presidente Jair Bolsonaro, e acolhe revisões feitas no documento de 2005. O texto da resolução revisada pode ser lido pelo site da Imprensa Nacional. (Fonte: Agência Brasil)
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O Internacional é campeão da Copa São Paulo de Futebol Júnior. O Colorado derrotou o Grêmio, nesta sábado , 25, no Pacaembu, nas camenorações dos 466 anos de São Paulo.

O Gre-Nal terminou empatado em 1 a 1 nos 90 minutos do tempo normal. Nas cobranças de pênaltis, o Inter levou a melhor e ficou com o título do principal torneio de futebol de base.

Foi o quinto título do Colorado na competição, que já havia vencido em 1974, 1978, 1980 e 1998. Já o Grêmio, segue sem título na Copinha.

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Na terça-feira, o Internacional passou pelo Corinthians e, na quarta, o Grêmio venceu o Oeste de Barueri.
No dia 2 de janeiro, a Copa São Paulo de Futebol Junior foi iniciada com 127 times de todas as regiões, sendo a maioria de times paulistas. E quem esperava que pelo menos um time do Estado estivesse na decisão, no sábado, 25, se frustrou. O título da Copinha 2020 será decidido por um inédito Gre-Nal.
Sim, os dois maiores rivais do futebol gaúcho vão fazer a festa em terras bandeirantes, no dia em que a cidade de São Paulo completará 466 anos de fundação. O jogo final será realizado no Pacaembu, a partir das 10h, e como não terá time de São Paulo, a Federação Paulista de Futebol definiu que a partida poderá ter torcida dos times de Porto Alegre.
Para chegar à final da Copinha, o Internacional venceu o Corinthians, o maior campeão do torneio com 10 títulos, na terça-feira, por 3 a 1. Já o Grêmio venceu o Oeste Barueri, na quarta-feira, na Arena Barueri, por 1 a 0. Esta final mostra a força do futebol gaúcho e, principalmente, a atenção que Grêmio e Internacional dão às suas categorias de base.
O Grêmio, que sempre fez boas campanhas na torneio e já foi campeão em outras competições de base, corre atrás do seu primeiro título na Copa São Paulo. Já o Internacional é tetracampeão e, portanto, busca o seu quinto título da Copinha no Pacaembu. (Renato Ferreira)
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E a surpresa desta fase é o Oeste de Barueri que passou pelo atual campeão São Paulo. Os outros três semifinalistas são Corinthians, Internacional e Grêmio.
Já estão definidos os dois confrontos das semifinais da Copa São Paulo de Futebol Júnior. As duas partidas serão disputadas na Arena Barueri, na região metropolitana da capital paulista.
Na terça-feira, 21, o Internacional enfrenta o Corinthians, às 19h15. O Colorado eliminou o Botafogo-SP, enquanto o Timão, maior campeão do torneio, passou pelo Athletico-PR.
Por questões de segurança, os organizadores definiram que haverá cobrança de ingressos para a partida.
No outro duelo das semifinais, o Grêmio encara o Oeste, quarta-feira, às 17h30. O Tricolor gaúcho bateu o Vasco nos pênaltis. Já o Rubro-Negro de Barueri superou o atual campeão São Paulo.
A decisão do maior torneio de futebol de base do país será dia 25 de janeiro, no aniversário de São Paulo, que completará 466 anos. O jogo será às 10h, no Pacaembu.As partidas terão transmissão do SporTV. (Com informações do Globo Esporte)
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São Paulo, Corinthians, Oeste, Athletico-PR, Internacional, Grêmio, Vasco e Botafogo-SP disputam as quatro vagas das semifinais.
 
Dos 127 times que começaram a disputa da 51ª Copa São Paulo de Futebol Júnior, no dia 2 de janeiro, restam apenas oito classificados que vão disputar as quartas de final do maior torneio de futebol de base do Brasil. As partidas das quartas serão disputadas nesta sexta-feira, 17, e sábado, 18/01.
Na noite desta quinta-feira, a Federação Paulista divulgou a tabela com todos os confrontos das quartas de final. E vão disputar esta fase, os seguintes times: São Paulo, atual campeão e que vai atrás do seu quinto título, Corinthians, o maior campeão do torneio com dez conquistas, Oeste de Barueri, Athletico-PR, Internacional, Grêmio, Vasco e Botafogo-SP.
Os duelos são esses: Botafogo-SP e Internacional; e Corinthians e Athletico-PR, nesta sexta-feira; enquanto Grêmio e Vasco da Gama; e São Paulo e Oeste, jogam no sábado. (Renato Ferreira)
Confira horários e locais dos jogos:
Sexta-feira, 17 - 19h15 – Araraquara – Botafogo-SP x Internacional Sexta-feira, 17 - 21h30 – Franca – Corinthians x Athletico-PR Sábado, 18 - 17h – Mogi das Cruzes – Vasco da Gama x Grêmio Sábado, 18,- 21h30 – Barueri – Oeste x São Paulo
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Governo iraniano admitiu que abateu aeronave por engano. Maioria das vítimas é do próprio Irã e do Canadá.
 
O Presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, exigiu neste sábado, 11/01, a punição dos responsáveis pelo abate de um avião ucraniano com 176 pessoas a bordo e o pagamento de indenizações por parte do Irã. Após negar que tivesse culpa na tragédia, o governo iraniano admitiu ter abatido a aeronave por engano.
"A manhã trouxe a verdade. A Ucrânia insiste em um pleno reconhecimento de culpa. Esperamos do Irã que leve os culpados à Justiça, devolva os corpos, pague uma indemnização e publique um pedido de desculpas oficial", escreveu Volodymyr Zelensky em sua conta no Twitter.
"A investigação tem de ser completa, aberta e deve continuar sem atrasos ou obstáculos", acrescentou.
O primeiro-ministro do Canadá, país de origem de dezenas dos passageiros mortos na queda do avião, também exigiu hoje "transparência" na realização de um "inquérito completo e aprofundado" para apurar responsabilidades.
"A nossa prioridade continua a ser esclarecer este caso em um espírito de transparência e justiça", afirmou Justin Trudeau, em comunicado.
"Esta é uma tragédia nacional e todos os canadenses estão de luto. Vamos continuar a trabalhar com os nossos parceiros em todo o mundo para garantir a realização de um inquérito completo e aprofundado", afirmou.
Trudeau acrescentou que "o governo do Canadá espera a plena colaboração das autoridades iranianas".
O presidente do Irã, Hassan Rohani, afirmou hoje que o país "lamenta profundamente" ter abatido o avião civil ucraniano, ressaltando que foi "uma grande tragédia e um erro imperdoável".
"O inquérito interno das forças armadas concluiu que lamentavelmente mísseis lançados por engano provocaram a queda do avião ucraniano e a morte de 176 inocentes", admitiu Hassan Rohani, em uma mensagem divulgada na rede social Twitter.
"As investigações continuam para identificar e levar à justiça" os responsáveis, acrescentou.
O Boeing 737 da companhia Ukrainian Airlines caiu na quarta-feira nos arredores de Teerã, causando a morte de todas as 176 pessoas a bordo, na maioria iranianos e canadenses.
O acidente ocorreu horas depois do lançamento de 22 mísseis iranianos contra duas bases da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos, em Ain Assad e Erbil, no Iraque, em uma operação de vingança pela morte do general iraniano Qassem Soleimani. (Agência Brasil)
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Hoje, além dos avanços tecnológicos em termos de armamentos bélicos, as relações comerciais falam mais altos antes de uma decisão de guerra. A Guerra dos Seis Dias, em 1967, já demonstrou naquela época a distância que separa Israel de seus inimigos árabes, sem falar no poderio dos Estados Unidos. Hoje, uma terceira guerra seria com ações cirúrgicas e sem matança descontrolada de civis.
 
 
Por Renato Ferreira -
O mundo está vivendo sob forte tensão desde o dia 2 de janeiro, quando o comandante de alto escalão da Guarda Revolucionária do Irã, Qassem Soleimani, foi morto num ataque aéreo dos Estados Unidos nos arredores do aeroporto de Bagdá, capital do Iraque. Soleimani comandava a unidade de elite Força Quds, uma brigada de forças especiais responsável por operações militares fora do Irã.
Nesses seis dias após o ataque, as notícias mundiais não falam em outra coisa senão nas consequências da ação norte-americana e nas reações do governo iraniano. E o Irã deu a primeira resposta nesta terça-feira,7, com mísseis lançados sobre duas unidades militares dos EUA localizadas no Iraque.
Guerra de informações
E como acontece em qualquer conflito, surge também a guerra de informações. Segundo os iranianos, o ataque teria matado 80 soldados norte-americanos. Hoje, durante uma coletiva, o presidente Donald Trump negou essa informação, afirmando que não houve nenhuma baixa entre os soldados de seu país e nem mortes de civis iraquianos. Apenas danos materiais.
Logo após o ataque que matou Soleimani, Trump disse que os Estados Unidos agiram preventivamente para evitar a continuação de uma gerra e de ações terroristas do comandante iraniano. E acrescentou: "Se houver reação iraniana contra cidadãos americanos, os Estados Unidos vão agir de forma desproporcional e vamos atingir 52 pontos iranianos de uma forma que eles não esperam".
Terceira guerra? Será?
É claro que se forem intensificando ações e reações de ambos os lados, a tensão mundial tende a aumentar, com países aliados tendo que tomar posições, como a OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte), que já declarou apoio aos Estados Unidos em ações contra o terrorismo. Outros países, como o Brasil, também emitiram notas, pedindo ações diplomáticas e não de guerra.
Mas, até que ponto esse conflito EUA X Irã, poderá provocar a terceira guerra mundial com devastação em massa? Não sou especialista em conflitos internacionais, mas, pela experiência de 40 anos no exercício do jornalismo, e por todas as mudanças após a segunda guerra, acho difícil que haverá outra guerra com consequência devastadora em nível mundial.
Hoje, além dos avanços tecnológicos, sobretudo, nos meios de armamentos bélicos, os interesses comerciais falam mais alto e podem ser decisivos antes de um conflito inconsequente ser decidido pelas autoridades, por mais intolerantes elas sejam.
Poderio desproporcional
Todos sabem que qualquer tipo de conflito internacional é causado pela disputa de poder e de território. Alguém se sente superior e pensa que pode invadir e dominar outros povos. Hoje, um dos maiores motivos que causam os conflitos, sobretudo, no Oriente Médio, é o petróleo, a energia fóssil que ainda é decisiva na economia mundial. Porém, até mesmo um rio ou poucos metros de terra, podem ser decisivos para a deflagração de um conflito, como aconteceu na Guerra dos Seis Dias, em 1967, entre Israel e seus inimigos árabes.
E, já naquela época, o poderio bélico de Israel se mostrou muito, muito superior à de seus inimigos. Com apenas 19 anos de fundação, Israel era um país jovem, e países árabes, como a Siria, Libano, Jordânia e Egito, dentre outros, resolveram que seria o momento de acabar com o país dos judeus. Ledo engano.
Guerra dos Seis Dias
Em apenas seis dias, Israel devastou seus adversários. E além das milhares de baixas entre os inimigos - cerca de 30 mil mortes, contra poucas centenas de soldados israelenses mortos - Israel ainda aumentou consideravelmente o seu território.
Com aval dos Estados Unidos, Israel começou a guerra com apenas 20.300 km2 de área sob sua administração, mas depois do conflito, contava com cerca de 102.400 km2, um aumento de cerca de cinco vezes em seu território. Assim, com essas conquistas Israel consolidou o projeto da Grande Israel que já havia sido, um dos projetos de algumas escolas sionistas.
Com a vitória esmagadora, a Guerra dos Seis Dias fez com que Israel passasse a controlar as colinas de Golã, o deserto do Sinai, a faixa de Gaza, a Cisjordânia e Jerusalém Oriental. São conquistas que até hoje são os principais motivos do ódio dos árabes contra Israel e dos constantes confrontos na região.
Guerra desigual
E se em 1967, Israel já se mostrava muito à frente de seus inimigos em termos de armamentos e de preparo técnico para a guerra, hoje, Israel e Estados Unidos, além de aliados do Ocidente, estão anos/luz à frente em termos de inteligência artificial e de armas bélicas. Além, é claro à frente também no número de soldados preparados para qualquer tipo de combate.
Hoje, por mais que um país como Irã tenha se desenvolvido também em termos bélicos, inclusive, com ajuda técnica da antiga União Soviética, eles mesmos sabem que jamais poderiam fazer frente numa guerra contra os Estados Unidos e Israel. Atualmente, aviões, foguetes e drones são aparelhos que podem fazer ataques cirúrgicos contra unidades adversárias sem atingir civis.
Assim, com o poderio que possuem, os Estados Unidos acabariam em segundos com o Irã. Mas, certamente, esse não é o interesse do Republicano Trump e nem mesmo de seus adversários Democratas. Como o próprio Trump disse hoje na coletiva, o primeiro passo, agora, é aumentar ainda mais os bloqueios econômicos ao Irã, antes de uma reação às ações dos iranianos.
Mas, claro, essa atitude de Trump só durará até o momento em que as ações do país dos aiatolás não atinjam cidadãos americanos. Caso isso aconteça, as reações americanas serão imediatas.
Bomba atômica?
Apesar dos acordos nucleares e das negativas iranianas, de que o país persa não tenha ainda a boma atômica, é difícil acreditar nesse momento tenso, que o Irã não possa usar desse tipo de arma para se defender ou atacar seus inimigos. E o inimigo número um dos árabes e muçulmanos xiitas, é a América, além de Israel. Para eles, a América "é o demônio".
Mas, até que ponto, o Irã tem poderio para atacar o território norte-americano mesmo com armas nucleares? No máximo, eles deverão continuar com ações terroristas em diversas partes do planeta visando atingir americanos ou aliados dos Estados Unidos.
Então, nesse caso, Israel poderia ser um alvo de ataque com armas nucleares por parte do governo do Irã. Fica difícil imaginar, no entanto, que eles poderiam atacar dessa forma o território israelense. O interesse dos árabes xiitas sempre foi exterminar com Israel, que é a Terra Santa também para os muçulmanos. Caso isso acontecesse, o governo do Irã arrumaria inimigos em seu próprio país.
Mundo geopolítico
Para muitos, uma guerra entre Irã, Estados Unidos e Isral, poderia causar mudanças profundas na geopolítica mundial, dependendo da posição tomada por Rússia e China. Mas, eu pergunto: qual o interesse desses dois países em tomar decisão para um lado ou para outro, a ponto de abalar o mundo? Principalmente, sabendo que, muito além do petróleo, que daqui a alguns anos não terá tanta importância na economia, o interesse do Irã é regional para diminuir a força de Israel no Oriente Médio?
No caso da Rússia, por mais que eles tenham interesse ainda em medir foças com os Estados Unidos, hoje, a Rússia é apenas um país com muitos problemas internos e muito longe do poder e da influência que tinha ex-poderosa União Soviética.
E quanto à China, o país mais populoso do mundo, com mais de 1 bilhão e 300 mil habiante, seus maiores maiores interesses são comerciais com o mundo capitalista. Prestes a ser a maior economia do mundo, a China é comunista apenas no papel. Na prática, hoje, o país asiático é o maior "país capitalista" do planeta. Basta verificar seu sistema econômico e seus acordos bilaterais com as principais economias abertas do mundo, inclusive, com o Brasil.
E a primeira manifestação do governo chinês sobre o conflito EUA-Irã, foi, justamente, no sentido diplomático de pedir tolerância aos os dois países, pois, para a China não há interesse na guera e, muito menos, em decisão de apoio para nenhum dos lados.
Conflitos milenares
E falando sobre relações árabes-israelenses, vai aqui também um pouco da história bíblica sobre a origem desses povos e de suas eternas relações belicosas. Hoje, os analistas e especialistas sempre falam das guerras no Oriente Médio, abordando os temas de interesses geopolíticos como se lá fosse igual aos conflitos em outras partes do mundo.
Mas, seria interessante que essas análises não excluíssem o tema religião e o fundamentalismo que impera na região. Apesar de vários acordos assinados por países em conflitos, é impossível acreditar que os árabes passem a conviver em paz com Israel.
Como os dois países mais famosos dessa região historicamente falando, Israel e Egito sempre foram os protagonistas desses conflitos. Pela história bíblica, Israel é considerado o "povo escolhido" de Deus. Mas, com a desobediência desse povo, Israel sempre foi perseguido e muitas vezes dominado pelos seus adversários, como o Egito, para onde o povo judeu fora levado como escravo. E só foi libertado por Moisés, após as grandes pragas contra Faraó e o povo egípcio.
Mesmo que muitos não acreditam na narrativa bíblica, a história de Israel sugere, no mínimo, uma atenção especial, nem que seja por curiosidade, já que há milhares de anos, esse povo é perseguido, maltratado e quase dizimado, como na segunda grande guerra mundial. E mesmo assim, eles conseguem ressurgir das cinzas. E se unem pela religião em torno de um único Deus.
Outra curiosidade, é o desenvolvimento de Israel em todas as áreas. Localizado numa mesma região árida e de desertos, Israel parece um oásis com plantações e verde ao lado de outros povos que vivem com extremas dificuldades. Para muitos, isso parece até milagre. E essa situação avançada de Israel acaba provocando ainda mais ódio em seus inimigos regionais.
Posição do Brasil
Logo após o ataque e a morte do comandante iraniano, o Itamaraty divulgou uma nota, afirmando que o "Brasil apoiaria qualquer ação de combate ao terrorismo mundial". E mesmo sem declarar apoio explícito aos Estados Unidos, a nota não agradou ao governo do Irã, que pediu explicação às autoridades brasileiras.
Após a reação iraniana, o próprio Itamaraty afirmou que o pedido de explicação foi feito em termos diplomáticos e que as relações comerciais com o Irã não sofreriam arranhões. O presidente Jair Bolsonaro também fez declarações, sem, no entanto, demonstrar apoio aos Estados Unidos, já que tem boas relações com o presidente Trump.
Em minha opinião, caso o conflito aumente, a maioria dos países ter´s, sim, que tomar decisões, inclusive, de apoio para alguns dos lados. E ao meu ver, não seria nenhuma novidade o Brasil se aliar aos Estados Unidos e a Israel.
Primeiro, pela localização geográfica, pela ligação histórica com os Estados Unidos e a excelente relação com Israel.
É importante destacar que a amizade entre Brasil e Israel vem de décadas e se fortaleceu, principalmente, após 1948, graças à ação do diplomata Osvaldo Aranha. Além do lobby que fez pró Israel, Osvaldo Aranha presidiu a sessão da ONU (Organização das Nações Unidas), que aprovou a criação do Estado de Israel.
E Israel faz questão de demonstrar para o mundo esse apreço que tem pelo diplomata e pelo Brasil. No centro de Jerusalém, ao lado de um cemitério árabe, há uma praça com o nome de Osvaldo Aranha. E foi também devido à ação de Aranha, que a ONU decidiu que todos os anos a Assembleia Geral da ONU seria aberta pelo chefe da Nação Brasileira. (Renato Ferreira é Jornalista formado pela Unimep e editor do Portal Notícias & Opinião)
 
 
 
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Prova internacional será realizada nas ruas da Capital paulista nesta terça-feira, com mais de 35 mil participantes.
 
Os atletas favoritos da 95ª Corrida Internacional de São Silvestre já estão em São Paulo. Neste domingo, 29/12, os corredores e as corredoras deram entrevistas em um hotel do centro da capital e falaram sobre os desafios da prova, que acontece na manhã de terça-feira (31), com largada do pelotão feminino às 7h40 e, do masculino, às 8h05.
Segundo a organização, serão cerca de 150 atletas da elite. Além dos atletas profissionais, 35 mil pessoas estão inscritas para correr na tradicional prova de rua. Entre os participantes de elite, figuram a queniana Brigid Kosgei, recordista mundial da Maratona de Chicago, e o queniano Paul Kipchumba Lonyangata, vencedor da Maratona de Paris.
Pela primeira vez na São Silvestre, Brigid disse que tem se preparado, mas que a alta umidade pode ser um desafio para ela. “É uma prova que qualquer um pode ganhar, mas estou me preparando”, afirmou.
No feminino, também estão confirmadas as quenianas Pauline Kamulu, bronze no mundial de maratona de 2019 e atual vice-campeã da São Silvestre, e Sheila Chelangat, campeã da Okepke 10K (Nigéria), Shangai 10k, Port Gentil 10k (Gabão) e Valenciennes 10k (França).Mais nomes
Entre os homens, também estão o ugandense Jacob Kiplimo, campeão júnior de cross country em 2017 e vencedor da Manchester 10K em 2019; e o queniano Titus Ekiru, bicampeão em Honolulu (18/19), vencedor da Maratona de Milão e da Meia de Lisboa, ambas em 2019.
Pela primeira vez na corrida, Ekiru disse que vai treinar hoje e amanhã. “Vou treinar neste domingo e na segunda para dar o meu melhor na prova na terça-feira”, adiantou.
 
Entre os brasileiros, os favoritos são Daniel Chaves da Silva, top 15 na Maratona de Londres deste ano, garantindo a qualificação para os Jogos Olímpicos de Tóquio 2020; Wellington Bezerra, 18º na Maratona de Hamburgo (19) e vice da Maratona Internacional de São Paulo em 2018; e Ederson Pereira, campeão da Volta Internacional da Pampulha, ouro nos 10 mil nos Jogos Pan-Americanos de Lima, ambos neste ano, e quinto na Meia de Buenos Aires do ano passado.
As brasileiras favoritas são Valdilene Silva, 15ª colocada na Maratona de Frankfurt no ano passado, e Tatiele de Carvalho, quarta colocada na prova Dez Milhas Garoto (18) e 5ª na Meia de Buenos Aires (18). Ela possui cinco títulos do Troféu Brasil.
Entre os sul americanos participantes estão Diana Orcampo, da Argentina, campeã da Maratona de Buenos Aires, e Byron Piedra, do Equador, campeão sul-americano dos 10 mil metros.
Largadas mais cedo
Serão cinco os setores de acesso à largada da corrida, a partir das 7h25min do dia 31 de dezembro. Cada setor terá uma cor correspondente ao número de peito dos competidores e locais de entrada distintos. Dessa forma, os atletas terão orientação para chegar ao seu setor, determinado pelo tempo estimado de cada um. Os bloqueios de acesso funcionarão de 5h às 10h. Para a Elite e Cadeirante Esportivo (sem Guia) a entrada será pela rua Frei Caneca. O pelotão geral terá os acessos pelas ruas Ministro Rocha Azevedo (verde), Peixoto Gomide (azul), Alameda Casa Branca (rosa) e Plínio Salgado (amarelo).As categorias Deficientes, Pelotão C e PM também farão sua entrada pela rua Frei Caneca.
Cadeirante com Guia, que faz sua estreia, acessará pela Alameda Casa Branca, na calçada do Parque Trianon. Para chegar a essas ruas, os atletas deverão estar com número de peito, pois haverá gradeamento e seguranças.
Os 35 mil inscritos devem estar atentos a esses os importantes detalhes para chegar à Avenida Paulista e fazer sua prova com tranquilidade e segurança. A programação de largadas começará às 7h25min, na Avenida Paulista, perto do número 2000.
Alamedas Santos e São Carlos do Pinhal serão as opções para se chegar à região e entradas dos quatro setores de tempo. Apenas pessoas com número oficial de peito terão acesso. O quarteirão entre a rua Joaquim Eugênio de Lima e a alameda Campinas será exclusivo para a chegada, enquanto o quarteirão entre Campinas e Pamplona será utilizado para dispersão.
Portanto, não será permitida a presença de público nestes dois setores. Para o público na chegada, em razão dos bloqueios, o local para acompanhar os últimos metros, já na Avenida Paulista, será no trecho entre Brigadeiro e Joaquim Eugênio de Lima, pois os demais estarão interditados ao público.
A melhor forma de chegar será o transporte público, em especial o Metrô. A opções perfeitas serão as estações Brigadeiro e Consolação. A organização da corrida ressalta que a estação Trianon não deverá ser usada pelos atletas, pois não dará acesso à corrida.
Programação
A programação de largadas no dia 31 começará mais cedo, a partir das 7h25min, com a largada da categoria Cadeirantes. Em seguida, a partir das 7h40min, será a vez da Elite feminino, ficando para as 8h05min a Elite masculino, Pelotão C, Cadeirantes com Guia e Pelotão Geral. (Agência Brasil)
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Ex-presidente está refugiado na Argentina desde o último dia 12. Ele é acusado de incitar a violência e o terrorismo.
 
Nesta quarta-feira, 18/12, o Ministério Público da Bolívia emitiu mandado de prisão contra o ex-presidente Evo Morales pelos crimes de terrorismo e rebelião. Morales, que no dia 10 de novembro asilou-se no México, após renunciar ao mandato presidencial, está refugiado na Argentina desde a última quinta-feira (12).
O mandado de prisão foi emitido pelo Ministério Público Especial Anticorrupção e poderá ser executado a qualquer momento, de acordo com informações da Agência Boliviana de Informação (ABI). O líder cocaleiro Faustino Yucra também é alvo da ação, pelos mesmos crimes.
No dia 22 de novembro, Arturo Murillo, atual ministro de Governo da Bolívia, apresentou uma denúncia ao Ministério Público após o vazamento de um vídeo em que Morales supostamente incita a violência e dá ordens a Faustino Yucra para que os bloqueios nas estradas persistissem em todo o país, impedindo a distribuição de alimentos e combustíveis.
No material apresentado por Murillo, o ex-presidente Evo Morales fala em derrotar o "golpe de Estado racista e fascista". No áudio, ouve-se esse apelo: "Irmãos, não deixem que entre comida nas cidades, vamos fazer um cerco às cidades (...) Agora estamos vivendo na ditadura, esta é a ditadura, alguns não entendem [o que é a ditadura], mas agora as pessoas vão ver o que é viver a ditadura com o golpe de Estado. Estou pensando, e quero que saibam que, se a Assembleia [Legislativa] amanhã ou depois rejeitar a minha renúncia, tentarei voltar, irmão. Mesmo que me prendam, lutaremos muito contra os racistas e fascistas".
O chefe da Divisão de Corrupção Pública da Força Especial de Combate ao Crime, Luís Fernando Guarachi, informa que o órgão tem coletado evidências e elementos que podem contribuir para a investigação de tais fatos. Ele diz ainda que uma propriedade de Morales foi objeto de busca e apreensão e que um computador pessoal e documentos foram coletados para perícia. (Agência Brasil)
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