Quinta, 20 Fevereiro 2020 | Login
Os acusados foram denunciados por associação criminosa e interceptação de comunicações.
 
O jornalista Glenn Greenwald e outros seis investigados por envolvimento na invasão hacker ao celular do ministro da Justiça e Segurança Pública, Sergio Moro, foram denunciados nesta terça-feira, 21/01, pelo Ministério Público Federal. As informações são da revista Crusoé.
A denúncia é de associação criminosa e interceptação ilegal de comunicações.
O ataque hacker resultou na publicação de conversas atribuídas ao ex-juiz da Lava Jato com o procurador da força-tarefa, Deltan Dallagnol, e outras autoridades, no site The Intercept Brasil.
Segundo a denúncia do MPF, o jornalista Glenn Greenwald, de forma livre, consciente e voluntária “auxiliou, incentivou e orientou, de maneira direta, o grupo criminoso. Durante a prática delitiva, agindo como garantidor do grupo, obtendo vantagem financeira com a conduta aqui descrita.”
De acordo com o procurador Wellington Divino Marques de Oliveira, a denúncia não representa afronta à liberdade de imprensa. O argumento é de que há jurisprudência para não configurar como crime a conduta de profissionais que apenas divulgam dados sigilosos — sem participar, de forma direta, da quebra do sigilo.
Além do jornalista, foram denunciados os seis investigados pela Polícia Federal na Operação Spoofing: Walter Delgatti Neto, Thiago Eliezer Martins, Luiz Henrique Molição, Gustavo Santos, Danilo Marques e Suelen Priscila de Oliveira. (Conteúdo Jovem Pan)
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Por Renato Ferreira -
Quis a história reservar a quarta-feira, dia 10 de julho de 2019, para a partida desta vida de duas personalidades brasileiras: o professor universitário e um dos maiores sociólogos do país, Chico de Oliveira, de 85 anos; e o conhecido e experiente jornalista, Paulo Henrique Amorim, de 77 anos.
O curioso na vida desses dois profissionais é que ambos tiveram atuações fortes e determinantes ao longo de suas carreiras em defesa da esquerda (Chico de Oliveira), e da direita, (Paulo Henrique Amorim); porém, morreram criticando o lado que antes defendiam.
PHA
PHA, como era também conhecido Paulo Henriue Amorim, iniciou a carreira profissional nos anos 1960, trabalhou em diversos veículos de comunicação no Brasil e também como correspondente internacional da Rede Globo de Televisão. Todos veículos afinados com o pensamento ideológico da direita. Enquanto trabalhou nesses veículos - rádio, TV, revista e jornal - PHA sempre fez criticas aos partidos de esquerda, como PCdoB e o PT, e também às suas lideranças como Luis Inácio Lula da Silva.
Em 1998 já TV Bandeirantes, denunciou no Jornal da Band que o, então candidato, Lula, tinha adquirido carros e imóveis de forma ilegal durante a campanha. Chegou a ser processado pelo petista. Porém, a partir dos anos 2003. ap ser contratado pela Rede Record, o jornalista foi, paulatinamente, se aproximando da esquerda. Além de atuar em outras plataformas, criou, por exemplo, o blog "Conversa Afiada", tornando-se num dos maiores críticos dos tucanos e do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso.
Tinha um estilo próprio de fazer televisão e, fazia suas críticas com um tom ácido e com muita ironia. E era com esse estilo que criticava os tucanos, ao mesmo tempo em que defendia o PT e Lula, passando a ser também nos últimos anos um crítico ferrenho da Operação Lava Jato, ao mesmo tempo que defendia a liberdade de Lula. Há um mês antes de morrer, quando também foi afastado do Domingo Espetacular, da Record, PHA gravou um vídeo polêmico afirmando que Bolsonaro iria morrer em breve.
Chico de Oliveira
Por outro lado, o sociólogo Chico de Oliveira, fez toda a sua caminhada profissional e política atuando ativamente no campo da esquerda. Chegou, inclusive, a ser preso no Governo Militar em duas oportunidades e morou no exterior, como exilado.
Esse seu ativismo de esquerdista o levou a ser um dos fundadores do PT nos anos 1980. Sempre esteve ao lado do então, sindicalista e depois deputado Federal, Luiz Inácio Lula da Silva.
Porém, essa ligação com o PT durou só até 2003, justamente, o ano em que Lula tomou posse como Presidente da República. Por discordar dos rumos que Lula tomou para ser eleito, e também de suas medidas tomadas logo no início do mandato, Chico de Oliveira acabou se afastando do Partido e passou a a fazer duras críticas ao presidente petista e ao seu governo. Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo em 2016, disse que o PT como “força transformadora tinha acabado”.
Chegou também a ajudar na fundação do PSOL, legenda formada, principalmente, por dissidentes petistas, como a ex-senadora Heloísa Helena. Mas, pouco tempo depois se afastou também da legenda por discordar de seus rumos políticos. Morreu como Professor Emérito de Sociologia da USP.
Mais coerente que PHA, Chico de Oliveira nunca chegou a ser defensor da direita, assim, como PHA passou a defender a esquerda. Mas, contudo, o dia 10 de julho de 2019, que marca a partida de PHA e de Chico de Oliveira, registra também que ambos morreram criticando o lado político que antes defendiam. Ironia do destino. (Renato Ferreira)
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Terça, 25 Setembro 2018 23:51

Osasco perde o jornalista Roberto Espinosa

 

Que notícia triste! Vítima de um câncer no pulmão, morreu na tarde desta terça-feira, 25/08, o jornalista, escritor e professor Antônio Roberto Espinosa, que foi fundador e proprietário do extinto Jornal Primeira Hora, de Osasco.

Ferrenho no combate contra o golpe militar de 1964, Espinosa participou de vários movimentos contra a Ditadura e chegou a ser preso pelo Governo Militar. Autor de livros históricos, como "Abraços que Sufocam", Espinosa narra com muita precisão em seus livros esses seus momentos na oposição.

Tive o privilégio de trabalhar com o Espinosa na Secretaria de Comunicação de Osasco durante um dos mandatos do saudoso prefeito Celso Giglio, quando ele exerceu o cargo de Secretário de Comunicação Social.

Neste momento de dor e já de saudades, em nome de Notícias & Opinião, eu, Renato Ferreira externo nossos sentimentos de pesar e peço que Deus conforte o coração dos familiares e amigos.

Nota de pesar da Prefeitura de Osasco

- A Prefeitura de Osasco comunica o falecimento do jornalista ANTÔNIO ROBERTO ESPINOSA, filósofo, professor e proprietário do extinto Jornal Primeira Hora, ocorrido na tarde desta terça-feira, 25/9.

O velório será realizado na Sala Osasco (prédio anexo à Prefeitura), a partir das 6 horas dessa quarta-feira e a cremação ocorrerá às 15h30 no Crematório Bosque da Paz, em Vargem Grande Paulista.

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Informação foi confirmada nesta manhã pelo Observatório da Imprensa, veículo criado por Alberto Dines
 
 
Morreu na manhã desta terça-feira 22/05, aos 86 anos, o jornalista e professor universitário Alberto Dines. A informação foi confirmada pelo Observatório da Imprensa, veículo do qual foi fundador e diretor.
''É com profunda tristeza que a equipe do Observatório da Imprensa comunica o falecimento de seu fundador, Alberto Dines (1932-2018), na manhã desta terça no hospital Albert Einstein, em São Paulo'', informou o Observatório em suas redes sociais. A causa da morte ainda não foi informada.
Dines nasceu no Rio de Janeiro em 19 de outubro de 1932, e inicieiou sua carreira no jornalismo na revista A Cena Muda, durante a década de 1950. Após passagens pelas revistas Visão e Manchete, ele assumiu a direção do segundo cadero do jornal Última Hora. Em 1960, colaborou para o jornal Tribuna da Imprensa, e em 1960 dirigiu o Diário da Noite, dos Diários Associados.
Dines foi também editor-chefe do Jornal do Brasil, e ficou lá por 12 anos, sendo demitido em 1973 após a publicação de artigos que criticavam a ditadura miitar no Brasil.
No ano seguinte foi para os Estados Unidos, onde foi professor-visitante da Universidade de Colúmbia. Voltou ao Brasil em 1975 para ser diretor da sucursal carioca da Folha de S. Paulo. Em 1980, ele deixou o cargo e passou a colaborar n'O Pasquim.
Em 1994, o jornalista criou o Observatório da Imprensa, periódico crítico de acompanhamento da mídia. Dois anos depois, lançou a versão eletrônica da publicação. O veículo ainda contou com versões no rádio e na TV.
Além de jornalista, Alberto Dines era biógrafo e publicou mais de 15 livros, entre eles, Morte no paraíso, a tragédia de Stefan Zweig (1981), e Vínculos do fogo - Antônio José da Silva, o Judeu e outras histórias da Inquisição em Portugal e no Brasil, Tomo I (1992). O livro sobre Stefan Zweig foi adaptado para o cinema por Sylvio Back em 2002.
 
Em 1970, ele recebeu o Prêmio Maria Moors Cabot de Jornalismo, e em 1993, o Prêmio Jabuti na categoria Estudos Literários. (Matéria extraída do jornal O Estado de Minas - Site Uai)
 
Sem dúvida, o jornalismo brasileiro, além do luto, fica mais pobre com a morte deste grande e exemplar jornalista Alberto Dines. (Renato Ferreira)
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