Quarta, 12 Dezembro 2018 | Login

Falhas na Educação e no Planejamento foram apontadas como as principais causas dos problemas na área de segurança para a sociedade

 

Com o objetivo de discutir as causas dos problemas na área de segurança pública e elaborar projetos futuros, o ex-secretário de Governo de Osasco e pré-candidato a deputado estadual pelo Podemos, Gelso Lima, promoveu na noite de quarta-feira, 18, um importante debate sobre o tema, na cidade Osasco.

Realizado no auditório da ACEO (Associação Comercial e Empresarial de Osasco), o evento reuniu mais de 200 pessoas e os seguintes palestrantes: Benedito Mariano (Ouvidor das polícias Civil e Militar do Estado de São Paulo); Paulo Sérgio Maluf Barroso (Delegado Assistente da Ouvidoria); Alexandre Volpiani Carnelós (Presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB Osasco); Tenente Coronel Ricardo Tahara (Comandante do CPA/M-8); inspetor Rildo (GCM-Osasco); e o Tenente Coronel Marcos Abondanza Vitiello (Comandante do 36º BPM/M).

Debate sobre Segurança Público

Cada debatedor falou sobre as principais ações de suas instituições, destacando que todas as forças ligadas à segurança pública tem se empenhado no trabalho preventivo e de inteligência para combater a criminalidade. E todos apontaram, de um modo geral, que investimentos nas áreas da Educação e de Planejamento são essenciais para a solução dos problemas enfrentados na Segurnça Pública, como também o aumento do efetivo e a valorização dos policiais. (Fotos: Reinaldo Vaz)

Principais trechos do debate:

Cel. Tahara

Em sua fala, o Ten. Cel. Tahara elencou os principais motivos pelos quais crimes continuam acontecendo, apesar dos esforços da polícia. Ele salientou que em 20 anos a população que compreende a região do CPAM-8 cresceu mais de 26%, enquanto que o efetivo da polícia cresceu apenas 4%. Além disso, as leis que regem o sistema prisional contribuem de certa forma para que criminosos estejam nas ruas, já que 5% dos presos liberados nos indultos em datas especiais não retornam à prisão. Tahara também citou a crise econômica, o desemprego, falhas na prevenção primária, falhas na ressocialização do preso e sistema educacional deficitário como fatores que ajudam o crescimento dos índices criminais.
Cel. Vitiello
Para o também Ten.Cel. Vitiello, a Educação é fator primordial para diminuição do crime na sociedade. “Segurança pública se faz com educação. Educação é fundamental e é nisso que os governos precisam investir porque é através da Educação que vamos rodear todos os outros fatores que culminam na prática do crime. Se investirmos em Educação teremos uma segurança pública sustentável”. Ele aproveitou a ocasião para agradecer Gelso Lima pela promoção do evento, explicando que “muita gente fala mal das polícias, e que uma oportunidade como essa é dada por gente que tem coragem”.
Benedito Mariano
Benedito Mariano, que já foi ouvidor da polícia de São Paulo de 1995 a 2000 e que agora retorna ao cargo, considera que o grande problema da instituição paulista hoje é a desvalorização profissional, cujos salários estão em 23º lugar no ranking das piores remunerações do Brasil, que tem 26 Estados, além da diminuição do efetivo tanto da PM como da Polícia Civil. “Para fortalecer a segurança pública, a polícia de São Paulo precisa de valorização profissional e a sociedade precisa cobrar essa questão de todos os candidatos ao Governo de São Paulo. Essa seria a primeira grande contribuição do governo para melhorar a segurança pública no Estado de São Paulo”.
Entre outros fatores, Mariano também falou sobre a estrutura deficiente da polícia, lembrando que o Estados tem mais de 600 municípios e que cerca de 300 deles não tem delegados. “Um único delegado às vezes cobre 12, 15 cidades. Tem cidades em que a presença da polícia judiciária se faz com um único investigador. A polícia civil diminuiu de tamanho. Há 20 anos tínhamos 37 mil policiais e hoje temos 25 [mil]. O Estado cresceu, os problemas cresceram, e a polícia diminuiu de tamanho. É isso que temos que discutir na segurança pública”, salientou.
Delegado Sérgio Maluf
Paulo Sérgio Maluf Barroso defende a união das polícias para combater a criminalidade. “Quando o Estado, através dos seus aparatos trabalha em conjunto, o crime tende a perder”. Ele ratificou o que Mariano disse, e salientou a importância da valorização salarial do policial de São Paulo. “A polícia não vai ser forte se o policial não tiver tranquilidade para trabalhar”.
Inspetor Rildo
Por sua vez, o inspetor Rildo lembrou que a lei 13022, de 2014, regulamentou o papel da Guardas Municipais, e que isso foi de extrema importância no contexto da segurança pública dos municípios. “A lei quebra paradigmas, porque havia muito questionamento sobre a atuação das GCM’s. O artigo 3º diz que a GCM tem que preservar a vida. As pessoas pensam que nós estamos ligados ao cuidado do patrimônio, mas nós temos que preservar a vida. Está na lei”, explicou.
Advogado Alexandre Carnelós
Encerrando a primeira parte do evento, antes das perguntas dos jornalistas, o Dr. Alexandre Carnelós falou sobre a questão dos Direitos Humanos dentro do tema segurança pública e assim como os outros, defendeu a Educação e o Planejamento como pilares para todos os segmentos da sociedade.

Notícias & Opinião esteve presente e registrou o evento. Veja aqui: https://www.facebook.com/orenatoferreira/posts/1805355392888026

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Visando reforçar o combate à criminalidade, nesta quinta-feira, 17/05, o prefeito de Osasco, Rogério Lins, se reuniu em seu gabinete com representantes das forças de segurança do Estado e do município para discutir ações de combate à onda de roubos que vem ocorrendo na cidade nas últimas semanas, Foi discutido em especial como deverá ser combatida a abordagem de criminosos a vans escolares no Jardim Cipava, Quitaúna, Jardim das Flores, Vila Yolanda e Jardim Roberto.
Na reunião, Lins e os comandantes falaram sobre os vídeos com relatos de moradores e outros mostrando ações dos bandidos nas ruas abordando transeuntes e que têm circulado nos últimos dias nas redes sociais. No dia 11/05, segundo a Polícia Militar, foram registrados três casos e cinco dias depois outros dois casos e uma tentativa de roubo a peruas escolares, todas na zona Sul da cidade.
O prefeito disse ter recebido mensagens de grupos no WhatsApp, por isso solicitou a reunião com representantes da segurança pública na cidade.
“Soube que em uma única ação levaram 22 celulares. Como autoridades, precisamos agir. Não posso dizer simplesmente que segurança é questão do Estado. Não resolve a situação, então temos de atuar juntos como temos feito, para dar uma resposta à população”, comentou Rogério Lins.
Participaram da reunião, o tentente-coronel Luiz, o 1º tenente Greatti, o secretário de Segurança Pública de Osasco, Adilson Moreira, o comandante da Guarda Civil Municipal, Raimundo Pereira, o inspetor Damião e o delegado seccional da Polícia Civil, Mauro Soares. (Fonte: Secom - Texto: Marco Borba - Imagem: Ítalo Cardoso)
 
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Por ser um Decreto Presidencial a medida já está em vigor desde a semana passada, mas o governo precisava da aprovação do Congresso
Depois de ser aprovada na Câmara dos Deputados na madrugada de terça-feira, 20, na noite do mesmo dia, o Senado aprovou , por 55 votos a 13 (1 abstenção), o decreto do Presidente Michel Temer que autoriza intervenção federal na segurança pública do estado do Rio de Janeiro. O decreto será publicado no Diário Oficial da União. Na Câmara dos Deputados a medida foi aprovada por 340 votos a 72.
Na sexta-feira, 16, a medida foi assinada por Michel Temer e passou a valer imediatmente. No entanto, para continuar vigorando, precisava do aval dos Deputados Federais e dos Senadores da República. Conforme o Decreto, a intervenção valerá até o dia 31 de dezembro de 2018.
Enquanto estiver vigorar a medida, o general de Exército Walter Souza Braga Netto, do Comando Militar do Leste, será o interventor no estado e terá o comando da Secretaria de Segurança Pública, Polícias Civil e Militar, Corpo de Bombeiros e do sistema carcerário do estado do Rio de Janeiro.
Conforme o Decreto, o objetivo da intervenção é tratar do "grave comprometimento da ordem pública" no Rio. E a medida foi tomada após os feriados de carnaval, período em que a cidade do Rio de Janeiro registrou diversos casos de violência envolvendo brasileiros e estrangeiros.
O Decreto diz que o interventor está subordinado ao presidente da República e não está sujeito a regras estaduais que entrem em conflito com o objetivo da intervenção.
O general Braga Netto pode, se necessário, solicitar recursos financeiros, tecnológicos, estruturais e humanos do Rio para restabelecer a ordem pública.
O interventor poderá também, segundo o decreto, requisitar a órgãos civis e militares da administração pública federal meios necessários ao sucesso da intervenção.
Sob a responsabilidade do governador do Rio, Luiz Fernando Pezão (PMDB), ficam as atribuições sem relação com a área de segurança pública. (Fonte: G1)
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