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"Febre Amarela nunca mais", disse Osvaldo Cruz em 1903

"Febre Amarela nunca mais", disse Osvaldo Cruz em 1903 Featured

Hoje, em 2018, no entanto, graças ao descaso dos governantes, essa frase é apenas um quadro histórico no Museu da República. A febre amarela voltou a matar brasileiros. Triste realidade!

 

Nesta tarde de sábado, 25/08, fazendo mais uma visita ao Museu da República, no Palácio do Catete (RJ), depois de cinco anos, chamou-me a atenção esse quadro, com uma frase de Osvaldo Cruz, onde o grande cientista e médico sanitarista preconizava o fim da febre amarela no Brasil. Não sabia ele, no entanto, que mesmo depois da erradicação dessa terrível doença, a má gestão, a falta de comprometimento e a corrupção dos governantes brasileiros fariam com que a peste voltasse em pleno Século 21.

Na época do Império e também no início dos anos 1900,o Rio de Janeiro vivia o auge da riqueza brasileira brasileira. Na cidade mais conhecida do Brasil, moravam os grande Barões do Café e a nata da sociedade brasileira. Só que, mesmo concorrendo com outras cidades do mundo, o Rio era conhecida também como o "Cemitério dos Estrangeiros", pois aqui, além dos brasileiros, ricos e pobres, os visitantes eram vítimas fatais de graves doenças, dentre elas, a febre amarela, transmitida por mosquitos.

Médicos de renome, como Osvaldo Cruz, estudavam e pesquisavam diariamente uma forma de combater a terrível doença. Mas isso, como ele fala nesse texto, teria que ser uma luta travada pelos governantes e pelo Congresso, pois, dependeria de recursos e de leis.

Em 1903, quando se iniciou o grande combate à doença, Osvaldo Cruz afirmou: "A febre amarela cessará no Rio de Janeiro, desde que o Congresso forneça os meios, que dele dependem. Disponha o Governo do dinheiro e das leis que julga necessárias, e a febre amarela, no Rio, será, em breve, um mito".

E, realmente, com o trabalho do incansável Osvaldo Cruz e de outros grandes nomes da República, em 1942, a febre amarela urbana foi erradicada no Brasil.

Mas, infelizmente, com o passar dos anos, tudo mudou para pior. Nas últimas décadas, congressistas e governo foram deixando de lado o pedido de Osvaldo Cruz. Os recursos para a saúde preventiva foram sendo desviados para os ralos da corrupção.

E, hoje, em pleno Século 21, a frase do cientista é apenas um quadro no Museu da República. A febre amarela, como outras doenças que já haviam sido erradicadas, voltaram a matar brasileiros no campo e nas cidades. Pobre Brasil! (Renato Ferreira)

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