Segunda, 17 Junho 2019 | Login
"Febre Amarela nunca mais", disse Osvaldo Cruz em 1903

"Febre Amarela nunca mais", disse Osvaldo Cruz em 1903 Featured

Hoje, em 2018, no entanto, graças ao descaso dos governantes, essa frase é apenas um quadro histórico no Museu da República. A febre amarela voltou a matar brasileiros. Triste realidade!

 

Nesta tarde de sábado, 25/08, fazendo mais uma visita ao Museu da República, no Palácio do Catete (RJ), depois de cinco anos, chamou-me a atenção esse quadro, com uma frase de Osvaldo Cruz, onde o grande cientista e médico sanitarista preconizava o fim da febre amarela no Brasil. Não sabia ele, no entanto, que mesmo depois da erradicação dessa terrível doença, a má gestão, a falta de comprometimento e a corrupção dos governantes brasileiros fariam com que a peste voltasse em pleno Século 21.

Na época do Império e também no início dos anos 1900,o Rio de Janeiro vivia o auge da riqueza brasileira brasileira. Na cidade mais conhecida do Brasil, moravam os grande Barões do Café e a nata da sociedade brasileira. Só que, mesmo concorrendo com outras cidades do mundo, o Rio era conhecida também como o "Cemitério dos Estrangeiros", pois aqui, além dos brasileiros, ricos e pobres, os visitantes eram vítimas fatais de graves doenças, dentre elas, a febre amarela, transmitida por mosquitos.

Médicos de renome, como Osvaldo Cruz, estudavam e pesquisavam diariamente uma forma de combater a terrível doença. Mas isso, como ele fala nesse texto, teria que ser uma luta travada pelos governantes e pelo Congresso, pois, dependeria de recursos e de leis.

Em 1903, quando se iniciou o grande combate à doença, Osvaldo Cruz afirmou: "A febre amarela cessará no Rio de Janeiro, desde que o Congresso forneça os meios, que dele dependem. Disponha o Governo do dinheiro e das leis que julga necessárias, e a febre amarela, no Rio, será, em breve, um mito".

E, realmente, com o trabalho do incansável Osvaldo Cruz e de outros grandes nomes da República, em 1942, a febre amarela urbana foi erradicada no Brasil.

Mas, infelizmente, com o passar dos anos, tudo mudou para pior. Nas últimas décadas, congressistas e governo foram deixando de lado o pedido de Osvaldo Cruz. Os recursos para a saúde preventiva foram sendo desviados para os ralos da corrupção.

E, hoje, em pleno Século 21, a frase do cientista é apenas um quadro no Museu da República. A febre amarela, como outras doenças que já haviam sido erradicadas, voltaram a matar brasileiros no campo e nas cidades. Pobre Brasil! (Renato Ferreira)

000

About Author

Related items

  • GOVERNO: Substituto de Levy no BNDES será indicado por Guedes e deverá ser da iniciativa privada
    Presidente do banco pediu demissão neste domingo, após ser criticado no sábado pelo presidente Bolsonaro, que pedia mais transparência do BNDES.
     
    O substituto de Joaquim Levy no comando do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) será indicado pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e deve ser da iniciativa privada,segundo informaram integrantes da equipe econômica.
    Levy pediu demissão do cargo neste domingo, 16/06, um dia após o presidente Jair Bolsonaro ter dito que ele estava com a "cabeça a prêmio".
    Bolsonaro disse na tarde deste sábado (15) que, se Levy não demitisse o diretor de Mercado de Capitais do BNDES, Marcos Barbosa Pinto, ele, Bolsonaro, demitiria Levy. Poucas horas depois, Marcos Pinto renunciouao cargo.
    Segundo apurou a TV Globo, o próximo presidente do BNDES terá de focar os trabalhos nas seguintes áreas:
    • programas de saneamento;
    • infraestrutura;
    • privatizações;
    • reestruturação de estados e municípios.
    Ainda de acordo com integrantes do governo, o substituto de Joaquim Levy também deverá ter como objetivos devolver à União parte dos recursos emprestados ao BNDES, além de buscar investimentos no exterior.
    Embora a nomeação de Marcos Pinto tenha sido a "gota d´água' para Bolsonaro, integrantes da equipe econômica afirmam que o presidente estava insatisfeito com Joaquim Levy havia três meses.
    Isso porque, na avaliação desses integrantes, Levy não havia cumprido a promessa de campanha de Bolsonaro de "abrir a caixa-preta" do BNDES em relação a empréstimos para Venezuela e Cuba nem havia buscado investimento no exterior.
    Marcos Pinto, cuja demissão foi cobrada por Bolsonaro, foi chefe de gabinete de Demian Fiocca na presidência do BNDES (2006-2007). Fiocca era considerado, no governo federal, um homem de confiança de Guido Mantega, ministro da Fazenda nos governos de Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff.
    "Ninguém fala em 'abrir a caixa-preta' e ainda nomeia um petista. Então, fica clara a compreensão da irritação do presidente", disse Guedes ao Blog do Camarotti.
    Segundo o colunista João Borges, Guedes e Bolsonaro conversaram neste sábado logo após o presidente ter dito que Levy estava com a "cabeça prêmio". A declaração fez os integrantes da equipe econômica considerarem "insustentável" a situação do agora ex-presidente do BNDES. (G1)
  • Greve geral não; isso é manifestação contra o Brasil!

     

    Em outros países, onde os trabalhadores e sindicatos são organizados, quando se convoca greve geral, todos os setores param voluntariamente. Ninguém sai de casa. O país para literalmente, como acontece na Argentina, por exemplo.

    Já aqui no Brasil, com sindicatos, líderes e movimentos são pelegos, é diferente.

    Convoca-se greve geral, mas, tudo continua funcionando, mesmo com algumas adesões, como metrô, ônibus e táxi. E quem sofre é o povo trabalhador.

    Greve Geral pede Lula livre

    Aí, como não tem greve nenhuma, os cabos eleitorais de políticos irresponsáveis, começam a baderna colocando fogo em pneus para bloquear avenidas e rodovias para depois falar que pararam o país.

    Isso é o que estamos vendo nesta sexta-feira, 14/06, no Brasil. Meras manifestações políticas. (Renato Ferreira)

  • RECONSTRUINDO O BRASIL: Guedes diz que Bancos devolverão R$ 3 bi das "pedaladas" de Dilma
    Manobra fiscal no montante de R$ 40 bilhões foi o motivo principal do impeachment da petista.
    O ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou nesta quarta-feira, 12/06, a devolução de parte dos recursos emprestados pelos bancos públicos à gestão da ex-presidente Dilma Rousseff (PT). Os empréstimos, conhecidos como “pedaladas fiscais”, somam cerca de R$ 40 bilhões. No entanto, inicialmente, o governo federal será reembolsado com R$ 3 bilhões da CAIXA.
    A manobra fiscal adotada por Dilma para manipular os índices econômicos de seu governo motivaram o pedido de impeachment da petista.
    A primeira devolução, no valor de R$ 3 bilhões, será feita pela Caixa Econômica Federal. Até o fim do ano, a instituição pretende retornar R$ 20 bilhões aos cofres públicos.
    Paulo Guedes afirma que a devolução dos recursos vai “despedalar” os bancos públicos.
    "Pela primeira vez na história vamos reduzir a dívida com a devolução de recursos dos bancos públicos" afirmou o ministro da Economia. (Plenos News e Agências)

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.