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Delação de Palocci tira o sono da cúpula petista

Delação de Palocci tira o sono da cúpula petista Featured

Delação premiada do ex-ministro de Lula e Dilma foi homologada pela Justiça nesta sexta-feira

 

O clima de esperança no Partido dos Trabalhadores com a absolvição da senadora e presidente nacional da legenda, Gleisi Hoffmann, na terça-feira, 19/06, pela Segunda Turma do STF (Supremo Tribunal Federal), durou pouco. Dois dias depois, a esperança se transformou em grande decepção e preocupação com o arquivamento do pedido de liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a homologação da delação premiada de Antonio Palocci, ex-ministro dos governos Lula e Dilma Rousseff.

Após a Segunda Turma absolver Gleisi Hoffmann e seu marido Paulo Bernardo, também ex-ministro dos governos petistas, dos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro, a cúpula petista esperava outra vitória no STF em votação já marcada para a próxima terça-feira, 26/06, também pela Segunda Turma do STF. Os ministros Edson Fachin, Gilmar Mendes, Celso de Mello, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski iriam julgar mais um pedido de liberdade de Lula. A esperança era grande uma vez que a maioria da Segunda Turma já tinha votado contra a prisão em segunda instância.

Só que na sexta-feira, 22, o TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), em Porto Alegre, decidiu enviar o processo de Lula para o STJ (Superior Tribunal de Justiça), e não para o STF (Supremo Tribunal Federal). Com essa decisão, Fachin mandou arquivar o pedido, que já havia sido pautado por Lewandowski, presidente da Segunda Turma.

Palocci abre o bico

E se não bastasse isso, também na sexta-feira, 22, o TRF-4 tomou outra medida que preocupa ainda mais ao PT e ao Lula. Trata-se da homologação da delação premiada de Antonio Palocci assinada com a Polícia Federal. Os depoimentos de Palocci estão em segredo de Justiça, e o conteúdo não foi divulgado. Palocci está preso desde setembro de 2016 em função das investigações da Operação Lava Jato.

O ex-ministro foi condenado pelo juiz Sérgio Moro a 12 anos, dois meses e 20 dias de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro em um dos processos da operação.

E os petistas não escondem a preocupação com o que Paloci poderá falar aos investigadores. Em seu primeiro depoimento a Sérgio Moro, além de se colocar à disposição da Justiça, Palocci foi enfático ao afirmar que sabe com detalhes de todo o esquema do PT e dos governo de Lula e Dilma com a empreiteiras no caso de desvio de dinheiro da Pedrobras. "O Lula firmou um pacto de sangue com a Odebrecht", disse Palocci.

Palocci, que pediu desfiliação do PT antes de ser expulso, é hoje considerado um traidor pelos petistas. Para cúpula do partido, parlamentares e militância, Palocci "é traidor" e estaria mentindo para obter redução de sua pena.

No caso do pedido de liberdade de Lula, seus advogados de defesa já disseram que vão recorrer. Já sobre a delação de Palocci, a defesa vai esperar o final dos depoimentos para se posicionar, uma vez que Lula responde a outros processos, como o caso do Sítio de Atibaia, e também porque Palocci é um profundo conhecedor de todas as medidas tomadas dentro do partido e também pelos governos de Lula e Dilma. Ele foi ministro da Fazenda de Lula.

Até o momento, Antonio Palocci prestou depoimentos à Justiça, mas, agora, com a homologação da delação, tudo que ele falar será investigado pela Polícia Federal que vai atrás das provas que ele indicar. (Renato Ferreira)

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    E os três estupradores - Abdelmassih, José de Paiva e João de Deus - deveriam ficar juntos na mesma cela.
     Por Renato Ferreira -
    Já faz alguns anos que, estarrecido, o Brasil vem acompanhando as idas e vindas de prisões em regime fechado e domiciliar do médico, Roger Abdelmassih, 75 anos, acusado de cometer dezenas de estupros contra mulheres que o procuravam em seu consultório em São Paulo. Nesta terça-feira, 13, a Justiça de São Paulo suspendeu a prisão domiciliar do estuprador por suspeita de fraude nos laudos de saúde, que permitiram o benefício ao detento. Ele é acusado de estuprar 37 pacientes em sua clínica de reprodução assistida.
     Mas, infelizmente, o Brasil não tinha apenas esse monstro travestido de médico. Ele tem como colegas de crimes semelhantes, o médium João de Deus, de Goiás, e o colega de medicina, José Hilson de Paiva, do Ceará. E todos agiam há décadas usando de sua influência como homens públicos e de conhecimentos médicos e espirituais para convencer e coagir suas vítimas.
    Em Goiás
    Recentemente, a Justiça de Goiás negou a concessão de prisão domiciliar ao médium João de Deus. De acordo com a juíza Rosângela Rodrigues, de Abadiânia, não há fatos novos que justifiquem o afrouxamento da prisão do médium. Poderoso na cidade, onde a economia girava em torno de seus negócios, João de Deus é acusado também de cometer homicídios, contra suas vítimas.
    No Ceará
    Outro caso monstruoso envolvendo um médico estuprador foi descoberto há poucos meses no Ceará. Prefeito de Uruburetama, o médico José Hilson de Paiva, foi preso depois que vieram à tona dezenas de casos de estupros praticados pelo médico-prefeito em seu próprio consultório.
    Ginecologista, o médico e prefeito estuprador (do PCdoB), Paiva gravava seus próprios crimes contra mulheres simples que o procuravam atrás de cura para seus problemas. Em anos anteriores, José Hilson de Paiva já havia sido acusado desse tipo de crime, mas, acabou sendo absolvido.
    Depois dessas últimas acusações que estarreceram diretores do Conselho Federal de Medicina, o PCdoB expulsou o médico do seu quadro de filiados. Para evitar que a população fizesse justiça com as próprias mãos, a Justiça do Ceará transferiu o médico monstro para a Unidade Prisional Irmã Imelda Lima Pontes, em Aquiraz.
    Prisão perpétua
    Mas, se esses monstros, travestidos de médicos e médiuns, podem sofrer agressões por outros presos ou pela população, uma boa sugestão seria prisão perpétua para os três. E mais: deveriam ficar juntos numa mesma cela, pois, quem sabe assim, eles resolveriam seus desejos sexuais sem ter que abusar de pessoas simples no seio da sociedade. (Renato Ferreira)

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