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PT e PSDB: Qual desses dois partidos chegará mais inteiro nas eleições de 2020?

PT e PSDB: Qual desses dois partidos chegará mais inteiro nas eleições de 2020? Featured

Nas eleições de 2016, o PT foi, praticamente, varrido das Prefeituras e Câmaras Municipais. E, se não mudarem, os tucanos correm o mesmo risco, a não ser que algum tucano tenha apoio irrestrito de governantes, como Bolsonaro e Doria.

 

Por Renato Ferreira - 

Não é novidade para nenhum brasileiro que as maiores lideranças do PT e do PSDB são ainda, respectivamente, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ex-governador de Minas Gerais, Aécio Neves. Isto porque o Lula faz política desde os anos 1980, quando fundou o PT, e foi presidente por dois mandatos, enquanto o Aécio, depois de FHC, foi o tucano que mais perto chegou de ser eleito para a Presidência da República. O Geraldo Alckmin, que poderia ter tirado do mineiro essa posição, acabou se transformando num candidato nanico nas eleições de 2018.

Só que agora, a pouco mais de um ano das eleições municipais de 2020, tanto PT, como PSDB, estão órfãos dessas lideranças. Condenado pelos crimes de corrupção e lavagem de dinheiro e, ainda aguardando outras condenações, Lula já está preso há mais de um ano, cumprindo pena de 9 anos de reclusão. Por outro lado, o Aécio Neves já foi também denunciado por crimes de corrupção na Lava Jato e se acabou em termos políticos. Tanto é assim que, depois de perder a eleição para Dilma Roussef, em 2016, teve que desistir da candidatura ao Senado, sendo eleito apenas para Deputado Federal, enquanto aguarda condenação na Justiça e seguir para o mesmo destino de Lula.

Em 2020, como será?

Sendo assim, resta uma pergunta no ar: Como PT e PSDB sairão das urnas em 2020? Como todos lembram, já sofrendo as consequências da corrupção, em 2016, mesmo com Lula livre e fazendo campanha abertamente, o PT foi um fiasco e acabou sendo varrido do mapa eleitoral dos municípios. Prova disso foi a eleição em São Paulo, onde o petista Fernando Haddad não conseguiu a reeleição e foi derrotado pelo tucano João Doria.

Além disso, Câmaras Municipais de importantes cidades, como Osasco, na região Oeste da Grande São Paulo, não elegeu nenhum vereador petista pela primeira vez desde os anos 1990. A derrocada petista foi ainda maior em Estados como no Mato Grosso do Sul, que não elegeu nenhum vereador em suas centenas de municípios.

Naquelas eleições, os tucanos, ainda sem os efeitos da corrupção, conseguiram bons resultados em todas as regiões do país. Mas, como será o desempenho do PSDB em 2020, depois da derrocada de Aécio Neves e de Geraldo Alckmin? Dividido, o ninho tucano ferve em todo Brasil.

Doria pode fazer a diferença

Doria e Lindoso

Governador de São Paulo, João Doria, e o vereador de Osasco, Dr. Lindoso, ambos do PSDB

Ao contrário dos petistas, que ainda tentam ressuscitar o Lula, uma vez que não têm outra liderança e puxador de votos no mesmo nível do ex-presidente, os tucanos ainda têm uma tábua de salvação, que tem nome e endereço: João Doria, inquilino do Palácio do Bandeirantes.

São Paulo e Minas são os dois maiores colégios eleitorais do Brasil e o resultado das eleições gerais nesses estados funcionam como termômetro para as futuras empreitadas eleitorais dos partidos. E petistas, como tucanos, se deterioraram em Minas, em 2018. O ex-governador petista, Fernando Pimentel, ficou pelo caminho, levando consigo a ex-presidente Dilma, candidata favorita ao Senado. Mas, o senador tucano, Antonio Anastasia, favorito para voltar ao Palácio da Liberdade, também derrapou no segundo turno e perdeu feio para o novato Romeu Zema, do Partido Novo.

Só que em São Paulo, onde os petistas jamais elegeram o governador, os tucanos mostraram mais uma vez a sua força no estado e elegeram João Doria. No primeiro turno, o PT foi mais uma vez um fiasco com a candidatura do sindicalista Luiz Marinho e, no segundo turno, não obteve sucesso apoiando a reeleição de Márcio França, do PSB.

Então, em 2020, a esperança dos líderes tucanos, é um bom desempenho do governo Doria. Pois, será do Palácio dos Bandeirantes, que os futuros candidatos tucanos, seja para as Prefeituras ou Câmaras Municipais, esperam que venham as melhores contribuições para as suas empreitadas eleitorais.

Fogo amigo em Osasco

Rogério Lins Emidio e Lindoso

Prefeito de Osasco, Rogério Lins (Podemos); deputado estadual, Emidio de Souza (PT); e o vereador osasquense, Dr. Lindoso (PSDB)

E como não poderia ser diferente, os problemas jurídicos de suas lideranças federais acabam também atingindo petistas e tucanos na esfera municipal. Como já falamos de Osasco, voltamos a citar essa cidade paulista, uma vez que, sendo um município densamente povoado em seus apenas 64 quilômetros quadrados, Osasco representa muito bem um extrato da sociedade brasileira, sobretudo, em termos políticos.

E as brigas internas no Diretório Nacional atinge, sem dúvida, os diretórios municipais dessas duas siglas, não sendo diferente em Osasco, onde os políticos tentam mostrar suas próprias virtudes aos eleitores, sem falar muito das lideranças maiores, como Lula, Aécio e Alckmin.

Tendo sua base econômica firmada em grandes indústrias, principalmente, no ramo siderúrgico, Osasco sempre foi um braço forte do petismo. Tanto é assim, que a maioria de seus vereadores na cidade veio do meio sindical, como o ex-prefeito Emídio de Souza, que foi vereador e, atualmente, é deputado estadual.

Mas, desde o mensalão, passando pelo impeachment de Dilma Roussef e a prisão de Lula, que o PT osasquense não é o mesmo. Pela primeira vez, em 2016, não elegeu nenhum vereador e, em 2018, elegeu somente o Emidio para a Assembleia Legislativa. Mesmo assim, o candidato só se elegeu graças aos votos de fora da cidade. Se dependesse apenas de Osasco, ele não teria sido eleito. Com certeza, Emidio de Souza, será candidato a prefeito em 2020, mas, terá que fazer boas alianças se quiser voltar ao 'Palácio' Bussocaba.

Assim, como os petistas, os tucanos também não passam por bons momentos na cidade, onde já comandaram a Prefeitura por três mandatos consecutivos, com Celso Giglio e Silas Bortolosso, entre 1993 a 2004, além de outros mandados apoiando prefeitos aliados. Agora, no entanto, os tucanos já estão desde 2005 longe do Executivo osasquense. E não escondem o desejo de voltar a comandar a cidade.

Mas, como será o desempenho deles em 2020? Com as derrocadas de Aécio Neves e de Geraldo Alckmin e, consequentemente, com as brigas no Diretório Estadual, faz tempo que o ninho tucano de Osasco não é um exemplo de união. E as bicadas amigas já são púbicas e notórias.

Aliados de Alckmin e de Doria não se entendem e têm até tucanos quase já ora do ninho, que fazem parte da atual administração sob o comando de Rogério Lins, do Podemos. E essa desunião tucana em Osasco já é explícita na própria Câmara Municipal, onde os três representantes do partido - Dr. Lindoso, De Paula e Didi - claramente dão sinais de que não falam a mesma língua quando o assunto é união para as eleições de 2020.

E é, justamente, em Osasco, classificada como a "melhor esquina do Brasil", pelo saudoso Mário Covas, que João Doria poderá fazer a diferença para os tucanos. O atual governador paulista não teve apoio de Rogério Lins, que apoiou Márcio França, em 2018. Em conversas com seus correligionários da cidade, Doria tem demonstrado que tem como meta reconquistar a Prefeitura de Osasco para os tucanos.

Enquanto isso, essas desavenças internas de petistas e tucanos poderão beneficiar candidaturas de outros partidos. São os casos, por exemplo, do Podemos, partido do prefeito Rogério Lins, e do PSL, legenda do Presidente Jair Bolsonaro. Com certeza, candidatos desses partidos vão tentar de todas as formas, enfraquecer ainda mais os possíveis candidatos petistas e tucanos.

Em Osasco, um dos nomes do PSDB que tem sido ventilado como possível candidato a Prefeito é o do ex-presidente da Câmara, Dr. Lindoso, que cumpre seu segundo mandato de vereador. Aliado fiel do governador João Doria, Lindoso concedeu ao governador o Título de Cidadão Osasquense, em 2017. e tem se encontrado com frequência com o Governador.

Se não houver nenhum fato novo nessa corrida, tudo indica que o candidato tucano em Osasco, com apoio de Doria, deverá mesmo ser o Dr. Lindoso. Se vai ser eleito, aí são outros quinhentos, pois, o tucano terá que enfrentar a candidatura do atual Prefeito, Rogério Lins, que conta com apoio da Deputada Federal, Renata Abreu, presidente nacional do Podemos, e da maioria absoluta dos 21 vereadores. (Renato Ferreira)

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    Câmara Osasco Roberto Nerguisian 3 cartão
     
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    Desde 2005, com a vitória de Emídio na onda vermelha, o Executivo osasquense nunca perdeu seu vínculo com a cúpula petista. As fotos mostram os fatos. Veja no final do texto.
     
    Com certeza, nenhuma outra grande cidade brasileira tem tanta ligação com o Partido dos Trabalhadores como Osasco, na Grande São Paulo. Isto porque, a cidade, com aproximadamente 800 mil habitantes, jamais perdeu o DNA petista desde 2005, quando o então vereador, Emídio de Souza tomou posse em seu primeiro mandato. Era o primeiro governo petista na cidade, que até aquele ano sempre fora governada por prefeitos de outros partidos como MDB, PTB e PSDB.
    E essa ligação de Osasco com o PT vem de longa data, mas, ficava apenas na área sindical por meio das greves comandadas por Lula. Com grandes indústrias e forte atividade sindicalista, essa ligação acabou refletindo no Poder Legislativo com a eleição de diversos vereadores petistas desde os anos 1980 até a eleição de 2016, quando a Câmara Municipal acabou ficando sem representante do partido.
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    Mas, já sob forte pressão popular desde os escândalos do mensalão e depois do petrolão e ainda os processos e prisões da Lava Jato, Dilma acabou sofrendo impeachment em 2015 e o PT começou a cair em desgraça. Assim, em 2016, os candidatos a vereadores pelo PT acabaram também sendo derrotados em Osasco.
    Mas, ao contrário do Legislativo que ficou sem vereadores petistas, o Executivo osasquense nunca perdeu o DNA petista. Para isso, basta analisar os candidatos eleitos e o grupo que permaneceu orbitando junto à Prefeitura desde o primeiro mandato do Emídio, seja na chefia do Executivo, como também nos primeiro, segundo e terceiro escalões da administração municipal.
    João Paulo e Emídio
    Em Osasco, como todos sabem, o ex-deputado João Paulo Cunha sempre foi a maior liderança petista. Foi pela força de João Paulo que a Câmara sempre manteve uma bancada de 2 ou 3 vereadores, como também pela sua liderança que o partido chegou à Prefeitura em 2005.
    Mas, desde que foi eleito prefeito pela primeira vez, o atual deputado Estadual, Emídio de Souza vem rivalizando com João Paulo. Essa rivalidade ficou ainda mais escancarada após a condenação de João Paulo no processo do mensalão. Preso em Brasília, João Paulo foi, praticamente, abandonado por Emídio e por Jorge Lapas.
    A mágoa de João Paulo é tanta que, após a sua liberdade, ele disse a este jornalista que jamais esqueceria o desprezo de Emídio e de Jorge Lapa. JP alega que na prisão em Brasília, recebeu telefonema de seus "adversários" políticos de Osasco, como Celso Giglio, e a visita de Francisco Rossi. "Do Emídio e do Lapas nenhum telefonema", afirmou João Paulo. Durante a campanha de Dilma Rousseff, João Paulo foi também ignorado num comício em Osasco. Porém, mesmo com a ascensão política de Emídio, João Paulo continua sendo o maior nome petista da região.
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    Lapas, Lins e o PT
    Na eleição de 2016, quando surgiu a candidatura do até então desconhecido vereador Rogério Lins (Podemos, antigo PTN), as relações de Jorge Lapas com o PT já não estavam como antes. Isso acabou com a saída de Lapara que foi para o PDT, fato que acabou dividindo mais ainda o o PT na cidade.
    Já no PDT, Lapas e seu grupo não mediam forças para criticar o adversário Lins, que era chamado de moleque. E, sem saída, o PT também criticava o adversário de Lapas. A campanha ficou ainda mais acirrada e de baixo nível, quando Lins conseguiu o apoio de todos os demais candidatos a prefeito, como Francisco Rossi, Cláudio Piteri (PPS), Délbio Teruel e do tucano Celso Giglio, a maior liderança do PSDB de Osasco, cujo apoio foi fundamental para a surpreendente vitória de Rogério Lins.
    Mas, voltando ao DNA petista na Prefeitura de Osasco, lembramos que além de Jorge Lapas, o próprio Rogério Lins é considerando como cria política de Emídio de Souza, em cujo governo, ele chegou a fazer parte como secretário de Esporte.
    Agora, depois de 15 anos da primeira vitória de Emídio, a presença de petistas na administração de Osasco ainda é grande e, recentemente, foi fortalecida com a chegada do engenheiro Waldyr Ribeiro Filho, braço direito de Jorge Lapas, que se tornou secretário de Obras do governo Lins.
     
    Gelso Lima
    E uma dessas ligações transversais entre o PT e o Poder Executivo de Osasco, pode ser lida também por meio de Gelso Lima, amigo e cria de João Paulo Cunha e que já foi articulador e secretário de várias pastas, desde os governos de Emídio de Souza, passando por Jorge Lapas e também por Rogério Lins, do qual foi um dois principais articuladores na campanha de 2016.
    Ainda no Podemos, hoje, Gelso Lima faz parte da administração tucana do prefeito Bruno Covas, na Capital paulista, mas, mantém forte ligação com a política osasquense. Nos bastidores políticos, o nome de Gelso é sempre citado para uma possível volta, principalmente, em ano eleitoral, graças à sua competência como articulador. Apesar de hoje fazer parte de uma administração tucana, não é recomendável fazer críticas ao Lula ou ao PT perto do Gelso. O que ele não esconde de ninguém é a sua fidelidade ao seu líder político João Paulo Cunha. Dizem até que Gelso Lima não dá um passo sequer, sem consultar João Paulo Cunha.
    E apesar dos eleitores osasquenses terem varrido o PT da Câmara Municipal, em 2016, devido aos mais diversos casos de corrupção envolvendo praticamente todas grandes lideranças do partido, como a prisão do ex-presidente Lula, para 2020, esse quadro pode mudar, inclusive, com eleição de vereadores petistas.
    E esta esperança nos meios petistas tem razão de ser. Com Lula solto, eles esperam que o maior cabo eleitoral do partido faça campanha para o Emídio na cidade. Poucos minutos depois de deixar a carceragem da Polícia Federal, em Curitiba, Lula garantiu a Emidio, que estava ao seu lado, que irá fazer campanha para ele em 2020.
    E se isso acontecer, Lula se sentirá em casa, até mesmo na Prefeitura, onde encontrará velhos amigos e correligionários. Sem dúvida, uma grande força para a candidatura do ex-prefeito Emídio de Souza.
    Diante de toda essa onda petista que poderá se repetir com a presença de Lula, resta saber como seus adversários irão se posicionar e encarnar o antipetismo. Em minha opinião, até hoje no Brasil, existem apenas quatro políticos que são radicalmente anti PT, pregam isso e já chegaram a tirar proveito eleitoral dessa posição. São eles, o Presidente da República, Jair Bolsonaro, o governador de São Paulo, João Doria; o prefeito de Barueri, Rubens Furlan;,e o ex-prefeito de Osasco, Francisco Rossi. (Renato Ferreira).
     
    Fotos e fatos:
    Osasco DNA Petista Dilma e Alexandre Padilha
     
    Osasco DNA Petista Lapas e Lula
     
    Osasco DNA Petista Lins e Emidio
     
    Osasco DNA Petista Lins e Lapas
     
    Osasco DNA petista Gelso Lima
     
    Osasco DNA Petista Waldyr Ribeiro e Emidio
     
    Osasco DNA Petista Lins e Waldyr Ribeiro

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