Print this page
Por possível troca de legenda, Alckmin quer antecipar prévias tucanas

Por possível troca de legenda, Alckmin quer antecipar prévias tucanas Featured

Como o namoro entre o PSB e Geraldo Alckmin provocou reações negativas no ninho tucano de São Paulo, o governador paulista pretende antecipar as prévias no PSDB antes do prazo limite para a troca de legendas. Isso demonstra também uma reação à manobra do senador Aécio Neves (MG), que deu um jeito de prorrogar o seu mandato à frente do PSDB nacional até maio de 2018. Alckimin é um candidato natural à presidência da República em 2018, mas, poderá enfrentar problemas internos no ninho tucano, que já começou a reagir sua aproximação com o PSB, partido que já estendeu tapete vermelho para receber o governador em suas fileiras.

Em São Paulo, o PSB tem o comando do vice-governador, Márcio França, que pretende ser candidato ao Palácio dos Bandeirantes, com apoio irrestrito do governador Geraldo Alckmin. Assim, diante da reação dentro de seu próprio partido, Alckmin passou a defender que as prévias para a escolha do candidato tucano à Presidência sejam realizadas em dezembro deste ano ou, no máximo, até janeiro de 2018. Isso permitira que, caso sua candidatura não se viabilize no PSDB, ele tenha tempo legal de ingressar no PSB. No PSDB, Alckmin tem apoio declarado do prefeito de São Paulo, João Dória.

Na opinião de correligionários do governador, muitos defendem a realização de uma eleição interna como as primárias norte-americanas, mas o cenário ideal seria  evitar o confronto. Na verdade, as prévias tucanas funcionariam como pressão sobre Aécio e o ministro das Relações Exteriores, José Serra, outros tucanos que também pretendem ser candidatos. Como ex-adversários internos, Aécio e Serra têm prorucado barrar o avanço do governador paulista, que saiu politicamente fortalecido das eleições municipais. Segundo informações, Aécio, Serra, o presidente Michel Temer e o ministro das Comunicações, Gilberto Kassab, que preside do PSD, esperam escolher dentro do grupo um candidato de consendo para 2018. Por outro lado, Alckmin tem mantido uma certa distância do Palácio do Planalto, situação que pretende levar até o período eleitoral de 2018.

A favor de Aédio, existe ampla maioria na executiva do PSD e mais a influência nos diretórios estaduais. Já Alckmin conta em 2017 com uma força tarefa suprapartidária para levar sua agenda para todas as regiões do país, além de ampliar suas relações com o Congresso Nacional e com os governadores, principalmente, das regiões Norte e Nordeste. E esse projeto já está em campo. Alckmin já visitou alguns estados do Nordeste, como a Banhia, onde ele conta com o apoio do deputado João Gualberto, presidente estadual do PSDB. E essas visitas têm a coordenadação do seu vice e presidente nacional do PSB, Márcio França, que escalou o deputado Heráclio Fortes (PSB-PI)  para coordenar a ação no Nordeste. Depois de visitar Pernambuco em outubro, Alckmin ralizou uma cerimônia em dezembro no Palácio dos Bandeirantes, quando assinou um termo de cessão de bombas utilizadas na captação de água do volume morto do Sistema Cantareira ao governo pernambucano e da Paraíba. (Renato Ferreira - Fonte: Estadão)

000

About Author