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Nada mudou! O ciclo petista vai até 2018!

Nada mudou! O ciclo petista vai até 2018! Featured

Graças ao TSE e ao voto de Minerva de Gilmar Neves.

Por Renato Ferreira - 

Tudo começou em 2003. Depois de várias tentativas tentando se eleger Presidente, com um discurso puramente esquerdista e estatista, com críticas pesadas ao neoliberalismo, às elites brancas e aos banqueiros e com o claro objetivo de dividir o Brasil entre pobres e ricos, negros e brancos e entre sul e norte, Luiz Inácio Lula da Silva, o "Lulão dos Sindicatos" se transformou no "Lulinha Paz e Amor", graças à arte do marqueteiro Duda Mendonça. Assim, com essa mudança de discurso, inclusive, aproximando-se do FMI, Lula conseguiu se eleger e tomou posse em 2003.

E no projeto de poder do PT para, no mínimo, permanecer no Palácio do Planalto até 2018, não constava o nome de Dilma Rousseff, então, no PDT. Lá, o nome certo para suceder Lula, era o de José Dirceu, que acabou caindo no mensalão, o primeiro grande escândalo de corrupção da Nova República, que já tinha registrado as falcatruas de Sarney, Collor de Mello e de FHC, na famosa "compra" de parlamentares para aprovar o projeto de reeleição. Dirceu foi condenado no mensalão e também no petrolão, fato que prova a ligação direta entre os dois maiores esquemas de lavagem de dinheiro já verificados no Brasil, envolvendo políticos corruptos e empresários corruptores. 

O Lula, além de não acabar com a corrupção como pregava em sua campanha, também se aliou a nomes que antes ele reputava como os maiores corruptos, como José Sarney, Fernando Collor, Renan Calheiros e Paulo Maluf. Mas, mesmo assim, beneficiado por um projeto de assistencialismo muito bem montado, também com a ajuda do famoso Duda Mendonça - o Bolsa Família - que hoje assiste mais de 14 milhões de famílias - Lula conseguiu se reeleger e ainda fazer a sua sucessora Dilma Rousseff.

Em seu segundo mandato, no entanto, já com Lula aparecendo somente em palanques petistas, Dilma acabou sendo retirada do poder, com a aprovação do impeachment. Porém, numa armação inconstitucional idealizada por Renan Calheiros, então presidente do Senado, e oficilizada pelo presidente da Supremo Tribunal Federal da época, Ricardo Lewandowski, ministro indicado por Lula, Dilma teve o mandato cassado, mas, vergonhosamente, manteve seus direitos políticos. Em seu lugar, em 2015, assumiu Michel Temer, eterno presidente do PMDB e que desde 2003, dava suporte aos governos petistas. Tanto que ele foi escolhido para ser o vice na chapa petista e festejado tanto na eleição, como na reeleição de Dilma Rousseff.

Só que com tantos escândalos apurados na Petrobras pela operação Lava Jato, a campanha petista de 2014 não ficou de fora. Acusada de abuso de poder político e econômico, a chapa Dilma/Temer começou a ser investigada pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). E, como só o Brasil tem um Tribunal especializado em Justiça Eleitoral, era normal que todos os brasileiros esperassem que a chapa fosse cassada.

Dilma e Temer

Ledo engano. A maioria dos ministros votou contra a cassação. Primeiro, eles não aceitaram que as delações minuciosas da Odebrecht e dos marqueteiros Mônica Moura e João Santana, dando detalhes dos recursos de propinas e caixa dois na campanha fossem aceitas como provas no processo. E na votação final, ocorrida na semana passada, com o voto de Minerva de Gilmar Mendes, a chapa não foi cassada. Resultado: Dilma continua elegível e Michel Temer vai até 2018. 

Assim, diante dessas aberrações do Congresso Nacional e da Justiça Eleitoral e esperamos que nas eleições gerais de 2018, algum político com ficha limpa possa aparecer como candidato e os brasileiros possam votar em alguém que pense primeiro no bem da Nação e não no enriquecimento ilícito em detremimento do povo brasileiro. (Renato Ferreira)

 

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