Quarta, 23 Maio 2018 | Login
Terça, 08 Maio 2018 16:10

Sem Joaquim, para onde vai o PSB?

 

Durante meses o PSB (Partido Socialista Brasileiro) tentou a filiação do ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), Joaquim Barbosa até que conseguiu em abril dentro do prazo legal estipulado pela Justiça Eleitoral para quem desejasse disputar o pleito em outubro. Joaquim Barbosa seria, então, o candidato à Presidência da República pelo PSB.

Nesta quinta-feira, 08/05, no entanto, Barbosa surpreende os meios políticos avisando pelo Twiteer que não será candidato, afirmando que desiste da pré-candidatura por problemas pessoais.

Mesmo sem nunca ter anunciado que disputaria as eleições, o nome do ex-ministro aparecia com cerca de 10% das intenções de voto nas últimas pesquisas, fato que deixava os socialistas contentes e os concorrentes preocupados.

Assim, diante da desistência do ex-presidente do Supremo, que se notabilizou no Brasil e no exterior pela sua ação enérgica como relator e juiz da Ação Penal - o Mensalão - levando diversas lideranças empresariais e políticas à prisão, fica uma pergunta: para onde vai o PSB?

Partido tradicional do Brasil, o PSB fica meio sem rumo, mas, com certeza, passará a ser uma legenda cortejada por outros candidatos para fazer aliança nacional. Legenda forte no Nordeste, o PSB disputará o goveno em estados importantes da Federação, como São Paulo, com o atual governador, Márcio França, ex-vice de Alckmin,que assumiu o governo com a saída do tucano, que vai disputar a eleição Presidente da República. (Renato Ferreira)

Published in Política

 

Ainda não passa de especulação, mas, já circula nos bastidores políticos do país uma possível chapa formada por Joaquim Barbosa (PSB) e Álvaro Dias (Podemos). Inclusive, a Coluna do Estadão registrou no sábado, 21/04), que a presidente nacional do Podemos, deputada Federal e candidata à reeleição, Renata Abreu, procurou o deputado federal Júlio Delgado (PSB) para tentar juntar os presidenciáveis do seu partido, Alvaro Dias, e do PSB, Joaquim Barbosa, numa chapa única.

Sem dúvida, que se essa união se tornar realidade, será uma chapa muito forte e com grande possibilidade de chegar ao Palácio do Planalto. O difícil, com certeza, é convencer um dos dois presidenciáveis a entrar na corrida como vice. O pontapé foi dado pela Renata Abreu, resta saber, agora, se essa partida terá continuidade.

Uma coisa é certa: ninguém pode afirmar que são nomes fracos. O senador Álvaro Dias, apesar de estar forte em seu Estado, o Paraná, onde já foi governador, ainda não aparece com destaque em nível nacional nas pesquisas eleitorais. Porém, é um dos poucos políticos, cujo nome não aparece nos noticiários acusado de corrupção.

Enquanto isso, o ex-ministro e ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa, mesmo antes de lançar-se como candidato, já parece nas pesquisas eleitorais com 10% das intenções de voto. Barbosa, como todos sabem, tornou-se conhecido nacionalmente, quando foi relator do processo do Mensalão e levou políticos e empresários de renome, como José Dirceu, para a prisão.

Você apostaria nessa união entre Joaquim Barbosa e Álvaro Dias? (Renato Ferreira)

Published in Política
 
 
Visando fortalecer a sua candidatura ao Planalto, principalmente, em seu maior reduto eleitoral, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) já admite que seu partido não tenha candidato ao governo do estado para apoiar a candidatura de seu vice, Márcio França (PSB). Com isso, o PSDB abriria mão do comando de São Paulo depois de 24 anos no Palácio Bandeirantes. Para implementar essa troca de apoio na campanha e também com receio de atritos entre aliados pelo governo paulista, correligionários do governador ensaiam um palanque único no Estado. Nesse caso, os tucanos abririam mão da cabeça de chapa e indicariam o vice na chapa de Márcio França.
 
Para os tucanos, o mais importante nesse momento é fortalecer o projeto nacional em torno de Alckmin e, ao mesmo tempo, afastar qualquer problema com aliados em São Paulo. Na opinião deles, a prioridade é a eleição de Alckmin para a Presidência da República e a volta do partido ao poder depois de 16 anos. Na opinião dos tucanos, isso valeria o sacrifício de perder o governo de São Paulo, o principal estado da Federação.
Márcio França, que não esconde de ninguém a sua candidatura, vai assumir o governo em abril, quando Alckmin renunciará para concorrer à Presidência,. França já lançou sua pré-candidatura e tem anunciado apoio de outras legendas. O assunto ainda não é consenço no PSDB, que tem outros quatro postulantes à sucessão de Alckmin. Um deles é o de João Doria, prefeito da Capital.
No entanto, após José Serra anunciar que não vai disputar a eleição para o governo paulista, a possibilidade de apoio a Márcio França passou a ser admitida publicamente pelo próprio governador e presidente nacional do PSDB. Na opinião de Alckmin, “não é obrigatório” o candidato ao governo ser do seu partido. “Se o Márcio França assumir o governo é natural que ele queira ser candidato, o que é legítimo. E, se pudermos ter um candidato só, melhor", afirmou Alckmin.
França sempre foi apresentado como aliado leal ao governador Alckmin. Com esse perfil, o vice-governador ganha a preferência por já ter uma candidatura consolidada e que terá a máquina estadual na mão durante a campanha. Além disso, os tucanos defendem o apoio a França, alegando que ele só poderá ficar quatro anos no cargo, abrindo, assim, a possibilidade do PSDB ao comando do Estado em 2022. Na sexta-feira, 26, Alckmin e França cumpriram compromisso de agenda conjunta em São Vicente cidade onde o vice iniciou sua carreira política.
Alianças
Se o apoio a Marcio França se consolidar, Alckmin abre mão do Estado mais rico da federação para o PSB, porém, por outro ladi, consegue também atrair para a sua coligação um partido com forte atuação no Nordeste, onde o governador paulista se mostra mais frágil eleitoralmente, e outras legendas que já fecharam apoio a França no Estado, como o PR.
O objetivo do grupo de Alckmin é consolidar o nome do governador como o único candidato de centro na disputa presidencial em 2018. E, assim, amarrando o PSB em São Paulo, Alckmin enfraqueceria uma possível candidatura do presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Apoiando França e o PSB em São paulo, o governador ficaria livre para oferecer a vice na chapa ao Palácio do Planalto ao DEM.
 
Mas há resistências no PSDB. Brunco Covas, vice-preveito de São Paulo, afirma: “Sempre vou defender que o PSDB tenha candidatura própria. Há dez anos, por exemplo, fui contra apoiar a eleição do prefeito (Gilberto) Kassab para que o governador fosse candidato pelo PSDB. O Fernando Henrique foi reeleito presidente com palanques de Mário Covas e Paulo Maluf. Tenho certeza de que o Marcio França vai apoiar a eleição de Alckmin independentemente de qualquer contrapartida. Descarto o partido ter um vice”, disse Bruno Covas. (Fonte: Veja)

Published in Política

Quem somos

Notícias & Opinião é um site de notícias gerais editado pela Empresa Jornalística Notícias de Paz Ltda - EPP, a partir da Capital e região Oeste da Grande São Paulo.

Como o próprio nome diz, aqui você vai encontrar notícias, entrevistas, artigos, crônicas e opinião sobre política, economia, educação, cultura e esporte, dentre outros temas do nosso dia-a-dia.